Desapropriações para a Linha 20-Rosa do Metrô em Santo André e São Bernardo são decretadas

Áreas devem abrigar estações, poços de ventilação e saídas de emergência, além de pontos de apoio para a futura obra

Linha 20-Rosa terá 33 km e 24 estações
Linha 20-Rosa terá 33 km e 24 estações (Montagem feita com uso de IA)

A Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) do Governo de São Paulo, publicou nesta segunda-feira, 26, as resoluções 102 e 107, que determina a desapropriação de várias áreas nas cidades de São Bernardo do Campo e Santo André, no ABC Paulista, para uso na Linha 20-Rosa do Metrô.

De acordo com os documentos, a Companhia do Metropolitano pode buscar por via via amigável ou judicial, os imóveis situados nos bairros de Taboão, Pauliceia e Rudge Ramos, em São Bernardo, e nos bairros de Vila Sacadura Cabral, Vila Bastos, Jardim Bela Vista, Centro, Campestre, Bangu e Vila Guiomar, do município de Santo André.

É previsto também que todos os terrenos que tenham a posse ao Estado para uso na obra e possuam alguma construção em sua área, sejam demolidas para dar espaço aos canteiros de obras da Linha 20.

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Como este site antecipou recentemente, o projeto básico da Linha 20-Rosa ficou para o ano de 2027, com previsão da conclusão deste trabalho no final do primeiro semestre.

Mapa atualizado com as estações da futura Linha 20-Rosa (Divulgação Metrô)

Já o início das obras pode ocorrer no ano seguinte, em 2028, mas depende da finalização do projeto básico, além da liberação das áreas necessárias, selecionadas nessas resoluções. Até a sua publicação, o que se havia definido de fato era o espaço para o Pátio de Manutenção e Estacionamento, que ficará em área antigamente utilizada pela Ford.

O ramal deverá ter 33 km e 24 estações ligando a zona oeste da capital ao ABC Paulista e oferecendo conexão com inúmeras outras linhas. A intenção do governo é lançar as licitações em 2027 o que permitiria iniciar obras em 2028. A entrega, estimada em apenas cinco anos, é uma hipótese para lá de otimista, contudo.