Efeitos do descarrilamento continuam a afetar operação da Linha 4-Amarela pelo quarto dia
Problemas no sistema de sinalização mantêm restrições e intervalos maiores no trecho entre São Paulo-Morumbi e Vila Sônia
A Linha 4-Amarela abriu nesta sexta-feira, 12, novamente com restrições pelo quarto dia consecutivo após o descarrilamento de um trem entre as estações Vila Sônia e São Paulo-Morumbi. O trecho afetado mantém velocidade reduzida e intervalos ampliados, impactando a rotina dos passageiros.
Equipamentos de sinalização de via foram danificados durante o incidente, ocorrido na manhã de terça-feira (9), quando um trem partiu ao meio durante o descarrilamento. Segundo a concessionária ViaQuatro, o sistema de operação da linha é automatizado e depende do controle de sinalização, que teve suas antenas de comunicação comprometidas.
Equipamentos essenciais para a operação, como peças do sistema CBTC (Communication Based Train Control), foram afetados. Estas peças, importadas da França, não possuem reposição disponível em curto prazo, dificultando a normalização do serviço. O CBTC é responsável pela troca de sinais entre circuitos de via, elemento crucial para a segurança e controle dos trens.
Local onde houve o descarrilamento, com trilhos sem problemas que impedem a passagem dos trens por via singela.
O vagão descarrilado foi recolocado nos trilhos ainda na noite de terça-feira, sendo totalmente removido na madrugada de quarta-feira (10). Para minimizar o impacto aos usuários, nove ônibus do Paese foram adicionados a partir de Vila Sônia, estação que normalmente recebe cerca de 47 mil passageiros por dia.
Equipamentos de sinalização ferroviária, como os utilizados na Linha 4-Amarela, possuem tecnologia avançada, operando de forma automatizada e exigindo comunicação constante entre composições e via. O CBTC, que tem sido adotado em todas as linhas metroviárias de São Paulo, permite a circulação de trens em intervalos reduzidos, desde que os sistemas estejam plenamente operacionais.
A concessionária não informou quando a normalização da operação deve ocorrer, uma vez que a reposição das peças importadas e os reparos nos sistemas de sinalização ainda estão em andamento.
