Em busca de receitas, CPTM cederá terrenos na estação São Miguel Paulista

A concessão de áreas para a iniciativa privada poderá trazer opções para a população local e alivio financeiro à companhia
Em lugar de plataformas fantasmas, a possibilidade de um ponto comercial agitado (Jean Carlos/SP Sobre Trilhos)

Apesar do fim de 2020 se aproximando, a CPTM continua ativa no processo de angariar cada vez mais recursos explorando as receitas não-tarifárias, ou seja, todo o valor arrecadado que não se origina da compra do direito de viagem. A bola da vez é a estação de São Miguel Paulista, importante parada da Linha 12-Safira, situada em um centro comercial em desenvolvimento. A companhia pretende ceder áreas lindeiras à estação para exploração da iniciativa privada mediante remuneração. Vamos entrar em mais detalhes sobre o projeto.

Área

Os espaços que estarão disponíveis serão divididos em dois setores:

  • Área A (21.357,25 m²) passíveis de exploração comercial
  • Área B1 (6400,00 m²) dedicados para integração entre o acesso norte e o empreendimento (vedado qualquer ação comercial neste setor)
Area na estação São Miguel Paulista

Cabe citar que a futura concessionária desses espaços poderá realizar algumas realocações nas estruturas da CPTM, sendo elas:

  • Acesso Norte e bicicletário
  • Estacionamento para veículos
  • Base de manutenção
  • Salas técnicas

Outros locais, porém, não devem sofrer alterações, como é o caso do Acesso Norte. Aliás, a CPTM ainda planeja mais investimentos ao redor da estação ao realizar a retificação das vias na região, parte do plano de aprimoramento de intervalo e velocidade de trens na Linha 12, e a criação de mais um estacionamento de trens com capacidade para 3 vagas.

A antiga estação, já desativada, poderá ser alvo de desmobilização completa de forma que a concessionaria possa aproveitar o máximo de espaço possível nas propostas de empreendimentos.

Prazos e custos

O contrato terá vigência de 420 meses (35 anos) sendo que serão dedicados 60 meses (5 anos) para construção do empreendimento e 360 meses (30 anos) para exploração comercial. Cabe lembrar que a concessionária desta área pode realizar a exploração antes dos 5 anos previstos para construção.

Além da receita advinda da outorga inicial, a CPTM recolherá mensalmente, ao longo de 360 meses de exploração, um valor de quase R$ 92 mil ou 7,7% da receita bruta (prevalecendo o maior valor).

O prazo para a entrega das propostas ocorrerá dia 02 de março de 2021. A população lindeira poderá se beneficiar diretamente dos novos empreendimentos, uma vez que a demanda por serviços e empregos aumentará na região.

 

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