Em nota conjunta, o governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo informaram nesta terça, 29, que não haverá reajustes das tarifas no Metrô, CPTM e nos ônibus geridos pela SPTrans. Com isso, o valor da tarifa unitária permanecerá em R$ 4,40 em 2021. Ambas as esferas justificam a crise do coronavírus para o não reajuste.

Confira a nota abaixo:

Considerando a crise econômica e sanitária vivida pelas famílias causada pela pandemia da Covid-19, o Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo decidiram que os valores das passagens para Metrô, CPTM e ônibus municipais permanecerão os mesmos, de R$ 4,40.

Mesmo com uma retração de 60% em média no número de passageiros em todos os modais durante o ano de 2020, a reforma administrativa implementada pelo Governo do Estado com enxugamento da máquina e ajuste fiscal permite o congelamento da tarifa com responsabilidade social e de gestão pública, beneficiando mais de 8 milhões de usuários do transporte público da capital diariamente.

Desde o início da pandemia, a Prefeitura manteve a oferta de ônibus sempre acima da demanda, que caiu 65 % em média neste ano. Com esforços de gestão, a tarifa não será reajustada para não sobrecarregar a parcela menos favorecida da população.

Prejuízos bilionários

A decisão de manter o mesmo valor da tarifa no ano que vem ocorre dias depois que Doria e Covas extinguiram a gratuidade no transporte coletivo para idosos entre 60 e 65 anos. A medida teria sido tomada para reduzir os prejuízos registrados no sistema nos últimos anos.

Com a passagem em R$ 4,40, Metrô e CPTM terão de buscar outras formas de recompor as perdas com receitas causadas pela redução brutal no número de passageiros transportados. Isso tem causado prejuízos seguidos nessas companhias – apenas o Metrô acumulava a soma de R$ 1,64 bilhão até novembro.