Estação de metrô de Sydney impressiona pelo acabamento e conquista 6 estrelas em sustentabilidade
Gadigal, no coração do distrito financeiro da cidade australiana, é exemplo que transporte público também pode ser um espaço de beleza
Inaugurada em agosto de 2024, a estação Gadigal, no coração do distrito financeiro de Sydney, já se tornou referência mundial em design e sustentabilidade. Localizada entre as movimentadas ruas Pitt e Castlereagh, a parada faz parte da linha Metro North West & Bankstown, conectando Sydenham a Tallawong (e futuramente até Bankstown, em 2026).
A nova estação foi a última das sete do projeto Sydney Metro City & Southwest a conquistar a certificação 6-Star Green Star, nível máximo atribuído pelo Green Building Council Australia, que reconhece construções alinhadas às melhores práticas ambientais do mundo. Além disso, todo o sistema de trens da rede opera com eletricidade 100% livre de emissões.
Mais do que eficiência energética, a Gadigal impressiona pelo acabamento interno. Os espaços amplos, as obras de arte permanentes como os murais de Callum Morton e a iluminação bem planejada contrastam fortemente com a realidade de muitos sistemas de metrô ao redor do mundo — inclusive no Brasil, onde não é raro encontrar estações com acabamento precário, infiltrações e espaços mal cuidados.
E no Brasil?
No Brasil, iniciativas como a estação Gadigal esbarram em alguns fatores. O custo elevado de projetos mais sofisticados, a prioridade em expandir as linhas para regiões carentes de transporte de qualidade, os atrasos recorrentes nas obras e o receio de a opinião pública encarar soluções arquitetônicas mais elaboradas como “luxo” ou desperdício de dinheiro costumam limitar a ambição dos projetos.
Apesar disso, há exemplos atraentes guardadas as proporções. Em São Paulo, o Metrô estreou nos anos 1970 com forte influência do brutalismo, estilo marcado pelo concreto aparente. Mais recentemente, novas estações vêm apostando em soluções que privilegiam a entrada de luz natural, painéis de acabamento interno e pisos mais claros. Estações como Alto do Ipiranga, Brooklin e São Paulo-Morumbi refletem essa mudança de padrão.
No Rio de Janeiro, a estação Jardim Oceânico, inaugurada em 2016 na Barra da Tijuca, é um exemplo de projeto que alia funcionalidade a uma arquitetura mais agradável, oferecendo espaços amplos e melhor integração urbana.





