Estudos da Linha 3 do Metrô do Rio seguem sem traçado e modal definidos
Projeto avalia alternativas entre o centro do Rio, Niterói e Itaboraí e ainda discute método construtivo
Os estudos de viabilidade da Linha 3 do Metrô do Rio continuam em desenvolvimento sob coordenação da COPPE/UFRJ e ainda não resultaram na definição de traçado, modal ou método construtivo. As informações mais recentes foram discutidas em reunião técnica realizada em Itaboraí, com a participação de pesquisadores e representantes do poder público municipal.
De acordo com dados apresentados pela equipe da COPPE, o projeto ainda trabalha com cenários e hipóteses. A alternativa mais recorrente nos estudos considera o início da linha na região da Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, com um trecho subterrâneo de aproximadamente 3 quilômetros nas proximidades da Ponte Rio–Niterói. A partir desse ponto, o eixo principal seguiria pela zona norte de Niterói, avançando em superfície ou em estrutura elevada até o município de Itaboraí.
Mesmo esse arranjo, no entanto, não é definitivo. A COPPE informou que o traçado segue em avaliação e pode sofrer alterações conforme avancem os estudos de demanda, inserção urbana, condicionantes ambientais e restrições geológicas. A localização exata das estações, inclusive em Itaboraí, ainda está em análise preliminar.
Estudo da Linha 3 dos anos 2000 (GF)
Outro ponto central em discussão é o próprio modal a ser adotado. O projeto não está restrito, neste momento, a uma solução exclusivamente metroviária convencional. A equipe técnica avalia diferentes sistemas de transporte sobre trilhos, bem como alternativas de método construtivo — como túneis escavados, estruturas elevadas ou trechos em nível — a depender das características de cada segmento do corredor.
Segundo a COPPE, o estudo envolve uma abordagem integrada, que considera não apenas o deslocamento de passageiros, mas também os impactos urbanos, sociais, ambientais, legais e financeiros associados à implantação da linha. A intenção é apresentar, ao final dessa etapa, um conjunto de soluções tecnicamente viáveis que possam subsidiar decisões futuras dos governos estadual e federal.
Até o momento, não há cronograma para licitação ou início de obras. A continuidade do projeto dependerá da consolidação do modelo institucional e da definição das fontes de financiamento. A Linha 3 permanece, portanto, na fase de estudos, sem decisões fechadas sobre traçado, tecnologia ou execução.

Caramba! Que coincidência! Vai sair um projeto igual aos que já saíram antes! Que coisa, não?
Esse é o preço que o RJ paga por ter acabado com o metrô público. Todo o corpo técnico que existia para planejar linhas desapareceu.
Nunca existiu corpo técnico público no planejamento das linhas de metrô no Rio de Janeiro.
Diferente do metrô de São Paulo, cuja estatal era ativa no planejamento, no Rio o estado entregou todas as etapas do projeto para a iniciativa privada. A Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro era uma estatal de fachada, cheia de militares e políticos mais interessados em cargos do que no funcionamento da empresa em si.
O metrô do Rio já nasceu errado, quando o estado entregou o planejamento da rede para uma empresa falida na época (CCN). Depois vieram empreiteiras nacionais de fachada (controladas por empresas estrangeiras), corrupção, erro nas obras e isso gerou o metrô atual do Rio.
Onde tem militar ali irmao kkkk
A Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro foi dirigida por militares em todo o período da Ditadura. Esse é um dos motivos da estatal ter fracassado no planejamento do metrô e que gerou a rede atual (incompleta e incapaz de atender aos deslocamentos da cidade e região metropolitana).
Simplesmente não procede. O planejamento do sistema metroviário fluminense é tocado pela estatal RioTrilhos, “nome fantasia” da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro, autarquia com sede em Copacabana, zona sul do RIo.
O que falta é vontade política para fazer alguma coisa. Parece que os últimos governadores não quiseram começar essa iniciativa por saber que é impossível inaugurar no próprio governo, sendo portanto um gasto sem retorno político para si próprio.
Todo ano eleitoral é a mesma história. Substituiram a barca para São Gonçalo pelo Metrô e sua linha 3. Em São Gonçalo no lugar onde já fizeram os estudos de fundação de terrenos/ áreas, o governo estadual com 230 milhões – dito aplicáveis – está construindo o Movi, que é na realidade uma tentativa de binário no antigo traçado da extinta linha ferroviária. S.Paulo vamos destrocar os governantes? Vcs pegam de volta o paulista ( santista) Cláudio Castro e para o Rio mandam o carioca Tarcísio. Troca justa.
Eu faria esse acordo!
Não conseguiram terminar a linha 2 , Estácio- Carioca , vão passar mais 30 anos de estudos e não sai essa linha 3 para Itaboraí .