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Governo do estado confirma contratação de projetos executivos para extensão da Linha 2-Verde

Em entrevista à TV, secretário Alexandre Baldy afirmou que trecho entre Vila Prudente e Penha sairá até o final de 2022
Estação Vila Prudente da Linha 2-Verde: esperanças de que ela não será mais o terminal do ramal nos próximos anos (GESP)

Diante dos inúmeros terrenos desapropriados na Zona Leste para a implantação da extensão da Linha 2-Verde, o secretário dos Transporte Metropolitanos, Alexandre Baldy confirmou à TV Globo que o governador João Doria autorizou a contratação dos projetos executivos para o trecho que vai da estação Vila Prudente até a Penha.

Segundo o secretário, a obra deve ser iniciada até o final desta gestão, mas não precisou uma data exata. A obra, de pouco mais de 14 km, foi licitada em 2014 e teve os contratos assinados em setembro daquele ano. Porém, na época o governo de Geraldo Alckmin não assinou a ordem de serviço, documento que dá sinal verde para os trabalhos. A razão já envolvia a falta de recursos financeiros, situação que se agravou nos anos seguintes.

A obra da Linha 2, inclusive, possuía um empréstimo do BNDES liberado mas que acabou repassado para a Linha 5-Lilás. Agora, o governo do estado destinou pouco mais de R$ 120 milhões para o trecho possivelmente para financiar os projetos executivos, necessários para que os trabalhos possam seguir de forma mais célere e com custos controlados.

A título de curiosidade, obras possuem três tipos de projetos, o funcional, básico e executivo. Neste último, aprofunda-se os estudos sobre os métodos de construção, quantidade de materiais, entre outros aspectos. Mas por mais óbvio que pareça, várias obras públicas foram iniciadas sem projetos executivos, o que invariavelmente causa prejuízos, desvios e atrasos.

Futuras estações da Linha 2: ideia é levá-la até Penha (Metrô)

Inidôneas

Caso a previsão de Baldy ocorra e tenhamos o contrato de projetos executivos vigente ainda em 2019, o governo do estado terá condição de decidir como tocará a obra da Linha 2-Verde. Se desapropriações não serão problema, já que até o ano passado 308 dos 521 locais já estavam nas mãos do Metrô, resta saber se a gestão Doria irá tentar seguir com os atuais contratos de construção ou se promoverá um novo certame.

Dividida em oito lotes, a obra até Guarulhos está nas mãos de quatro consórcios dos quais o Mendes Junior é o maior com metade deles. O consórcio Cetenco-Acciona-Ferreira Guedes tem outros dois lotes enquanto o Consórcio Linha 02 Verde – Vila Prudente-Dutra (Galvão Engenharia e Somague) e o Consórcio CR Almeida-Ghella-Consbem ficaram com um lote cada.

Para quem não se lembra, a Mendes Junior teve o contrato rescindido pelo governo na obra do Rodoanel Norte por abandono e a considerou inidônea. Já a CR Almeida faz parte do consórcio Monotrilho Integração que também acabou de ter seu contrato cancelado pelo Metrô após anos em que as empresas fizeram pouco esforço para concluir o monotrilho da Linha 17-Ouro.

Enquanto define o que fazer, o governo segue em busca de recursos para tirar a extensão do papel.

Obra do Rodoanel Norte: Mendes Junior abandonou trabalhos e foi considerada inidônea pelo governo. Será que ela deve ser mantida no projeto da Linha 2? (GESP)

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

Um comentário

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  • Não acredito que licitar já com projeto executivo seja uma boa em obras dessa complexidade. Isso acaba amarrando muito o construtor, que pode vir a ter soluções melhores de construção

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