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Terminal de ônibus integrado à estação Vila Prudente do monotrilho será aberto no dia 11

Imenso prédio abaixo da estação da Linha 15-Prata poderia ter sido entregue em 2014, mas desde então passou por obras em ritmo lento
O terminal de ônibus, abaixo da estação do monotrilho em 2014: local ficou fechado por quase cinco anos (AEPaulista)

Soa como piada, mas o terminal de ônibus integrado à estação Vila Prudente da Linha 15-Prata finalmente começará a funcionar de forma experimental no dia 11 de maio, sábado da semana que vem. A confirmação foi obtida pelo Diário do Transporte com o secretário de Mobilidade e Transportes da cidade de São Paulo, Edson Caram, que informou ainda que a inauguração oficial ocorrerá no dia 20.

Sim, para os moradores da região, a construção já se incorporou à paisagem de tal forma que muita gente nem tinha mais esperança de ver o terminal aberto. A obra, aliás, é mais um daqueles péssimos exemplos de mandos e desmandos além de mudanças de direção que nossos políticos estão tão acostumados a fazer. Sua estrutura foi iniciada em conjunto com a estação do monotrilho em 2010 e boa parte dos trabalhos foi concluída em 2014 quando a Linha 15-Prata passou a operar de horário reduzido.

Ainda faltava o acesso Sul, mas isso não seria impeditivo afinal a grande parte dos esperados 150 mil usuários diários do terminal seguiria para a estação Vila Prudente da Linha 2-Verde, com a qual o edifício possuía ligação desde então. Mas eram tempos em que o PSDB e o PT disputavam a presidência da República e também comandavam o estado e a capital, respectivamente. Portanto, não fazia muito sentido acelerar a entrega do terminal se os louros da inauguração caberiam ao então prefeito Fernando Haddad.

Desde 2014, a obra do terminal seguiu a passos lentos até que no início deste ano o Metrô entregou o prédio para a SPTrans que, segundo relatos, não teria aceitado, exigindo a conclusão de serviços pendentes. Após tomar posse do terminal, a prefeitura então passou a equipá-lo e sinalizá-lo, entre outras tarefas.

Ou seja, foram quase cinco anos em que o prédio quase concluído tornou-se um imenso espaço vazio e sem utilidade. Tempo suficiente para que o mesmo governo do estado conseguisse construir quilômetros de monotrilho e bem distante do que se pode chamar de um ritmo célere de trabalho.

Projeção do terminal de quase 10 anos atrás (GESP)

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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