Greve no metrô de Londres impacta deslocamentos na capital britânica

Paralisação organizada pelo sindicato RMT afeta 11 linhas até sexta-feira, com reflexos para passageiros e transporte urbano

Trem do Metrô de Londres
Trem do Metrô de Londres (TfL)

A greve dos funcionários do metrô de Londres, iniciada após rejeição de proposta salarial pela Transport for London (TfL), afeta grande parte das linhas da capital britânica nesta segunda-feira e deve se estender até sexta-feira, 13. A paralisação foi convocada pelo sindicato RMT, que representa condutores, operadores de sinalização e equipes de manutenção, reivindicando melhores salários e redução da jornada de trabalho.

Segundo a TfL, 11 linhas do metrô, conhecido localmente como ‘Tube’, estão paralisadas ou operam com serviço limitado durante o período da greve. O DLR, sistema de metrô leve, mantém funcionamento em dias alternados. Já o Overground, operando de forma semelhante à CPTM de São Paulo, segue normalmente, assim como a Elizabeth Line. Os ônibus urbanos, também administrados pela TfL, não foram afetados e seguem rotas regulares.

A paralisação ocorre após a proposta de reajuste salarial de 3,4% ser rejeitada pelos trabalhadores, que também relatam pressão e problemas de saúde associados à carga horária excessiva.

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A diretora de operações da TfL, Claire Mann, classificou a greve como decepcionante, destacando o desafio para manter o funcionamento do sistema em meio à mobilização. “Pedimos ao RMT que suspenda esta ação, apresente nossa oferta justa e acessível aos seus membros e continue as discussões conosco. Nosso acordo salarial está em linha com outras ofertas aceitas pelo RMT em todo o setor ferroviário, por isso é decepcionante que o RMT esteja planejando prejudicar os londrinos sem dar voz aos seus membros sobre a oferta,” disse ela.

O impacto da greve é potencializado pelas características da malha urbana de Londres. A cidade possui pedágio de congestionamento para veículos no centro e carece de grandes vias expressas e estacionamentos em áreas de alta concentração de pessoas, o que limita opções de deslocamento para passageiros durante a paralisação.

A expectativa é de que o serviço seja gradualmente normalizado após o término da greve na sexta-feira. Passageiros são orientados a buscar alternativas no transporte público e se manter informados sobre atualizações da TfL.