Justiça determina volta de funcionários a bordo de trens da Linha 15-Prata
Monotrilho da Zona Leste de São Paulo funciona de forma totalmente automática desde março, como previa projeto do ramal
Em decisão publicada na última sexta-feira, 22, a Justiça paulista determinou o retorno dos funcionários do Metrô a bordo dos trens no monotrilho da Linha 15-Prata.
A medida, acolhida pela juíza Andréa Cunha dos Santos Gonçalves, atende pedido do Sindicato dos Metroviários que é contra a saída dos colaboradores nesta função.
A magistrada também fixou uma multa diária de R$ 5 mil caso não houver o cumprimento por parte do Metrô. Entretanto, a decisão tem validade a partir de 30 dias contados da sua publicação. O Metrô pode recorrer e buscar reverter a determinação da Justiça.
A Linha 15-Prata foi projetada com trens UTO (sem operador a bordo), graças ao sistema de sinalização CBTC de padrão GoA4, o mais automatizado. A despeito disso, até o ano passado, as composições trafegavam com um funcionário na parte frontal onde há um painel de controle secundário já que elas não possuem cabine.

Em março, o Metrô finalmente passou a operar os trens como prevê o projeto, com todas as funções sendo feitas a partir do Centro de Controle Operacional (CCO). É um esquema similar ao da Linha 4-Amarela, operada pela concessionária ViaQuatro.
Atualmente a Linha 15-Prata atende a população na Zona Leste entre as estações de Vila Prudente a Jardim Colonial, com terminais urbanos de ônibus localizado aos lado de algumas paradas e permite a integração com a Linha 2-Verde.
Duas expansões do monotrilho estão em andamento, uma ao Ipiranga e outra até Jacú-Pêssego.
