Linha 10-Turquesa terá mais energia para permitir trens a cada três minutos
Nova subestação de Santo André elevará a potência disponível para tração de 29 MW para 37 MW e deve ficar pronta em 2028
A infraestrutura de energia é um dos pontos que a CPTM pretende reforçar para permitir que a Linha 10-Turquesa opere futuramente com intervalos de três minutos. Uma nova subestação retificadora começou a ser implantada em Santo André e acrescentará 8 MW à capacidade de alimentação elétrica dos trens.
Atualmente, a Linha 10 dispõe de 29 MW de potência instalada para energia de tração. Com a nova unidade, esse número passará a 37 MW, aumento de quase 28%. Segundo a CPTM, essa capacidade será suficiente para possibilitar a circulação de trens com intervalos de três minutos.
Uma subestação retificadora recebe energia da rede elétrica, transforma e adequa a tensão e a distribui para a alimentação dos trens. Quanto maior a quantidade de composições circulando simultaneamente, maior é a potência exigida do sistema.
Eletrocentro da subestação Santo André (CPTM)
Subestação ficará em Santo André
A nova instalação será construída dentro da área ferroviária da estação Santo André, onde substituirá uma antiga cabine seccionadora. Terá capacidade de 8 MW e trabalhará com alimentação de 34,5 kV e 13,2 kV em corrente alternada e saída de 3 kV em corrente contínua, tensão utilizada para tração na Linha 10.
O relatório de empreendimentos de agosto mostra que os trabalhos ainda estão em uma etapa inicial. Entre as atividades realizadas estão o levantamento topográfico, a análise de pontos de sondagem e de interferências e a abertura de um muro para permitir o acesso à área da futura subestação.
O empreendimento tem valor inicial de R$ 57,5 milhões e previsão de conclusão no primeiro semestre de 2028.
Estação Santo André (Jean Carlos)
Energia é apenas parte da equação
A disponibilidade de potência suficiente é necessária para colocar mais trens simultaneamente na linha, mas não significa que a Linha 10 passará automaticamente a operar a cada três minutos quando a subestação ficar pronta.
A redução dos intervalos também depende da capacidade do sistema de sinalização e da quantidade de trens disponíveis. A CPTM trabalha paralelamente na implantação do CBTC nas linhas 10-Turquesa e 11-Coral, sistema que permite controlar a circulação com menor espaçamento entre as composições. O relatório de agosto prevê a conclusão desse contrato no primeiro semestre de 2028.
A companhia também está implantando um novo sistema de sinalização e controle no Pátio Mauá Norte. O projeto, estimado inicialmente em R$ 87,7 milhões e previsto para ser concluído no segundo semestre de 2028, deverá aumentar a capacidade de estacionamento e preparar a estrutura para receber novos trens destinados à Linha 10.
