Linha 16-Violeta até Cidade Tiradentes teve três alternativas estudadas
Trecho faz parte da fase 2 do ramal é será contingente, mas governo promete que extensão sairá do papel
Na primeira audiência pública sobre a Linha 16-Violeta realizada nesta terça-feira, 7, o governo do estado trouxe detalhes dos estudos para levar o ramal de metrô até o bairro da Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital paulista.
Conforme apresentação, foram estudadas três alternativas de trajeto seguindo desde Abel Ferreira, final da Fase I, contornando o Parque do Carmo.
Os estudos realizados pela Acciona levaram a pontos finais diferentes da linha, mas atendendo a região pretendida, um em Jardim Colonial, outro em Cidade Tiradentes e o último na Jacú-Pêssego, mas todos eles integrando com o monotrilho da Linha 15-Prata.

O documento executado aponta a extensão da Linha 16 como um “importante alívio de demanda do monotrilho”, projetando uma sobrecarga no futuro.
Neste cenário estimado, prolongar a 16-Violeta é uma prioridade do Poder Público, como destacado pelos representantes do Governo na audiência.
“Levar a Linha 16 até Cidade Tiradentes é uma premissa do estado”, disse Augusto Almudin, diretor da CPP.
Fase 2 deve ter seu processo acelerado
Almudin destacou que o governo solicitará à concessionária vencedora do leilão de concessão da linha 16 para adiantar os projetos básico e executivo da extensão até Cidade Tiradentes antes mesmo de decidir quando e como isso será feito.
A antecipação destas ações tem como objetivo reduzir o prazo para executar as obras da Fase 2, com a meta sendo o ano de 2040 para colocar este trecho em operação.
O trecho após Abel Ferreira é classificado pelo Estado como “investimento contingente”, portanto, depende do sinal verde do governo para ser feito.
Com o trajeto preliminar já escolhido, estudos novos precisam selecionar os locais para estações, poços de ventilação e emergência, além de outras áreas necessárias para a construção.
Quais foram os três traçados?
A opção um foi levar o metrô até a estação Jardim Colonial, do monotrilho da Linha 15-Prata já existente e que seria o ponto final da Linha 16.
Ela compreenderia sete novas estações passando pelas avenidas Rio das Pedras, região da Mateo Bei e André de Almeida, mas não teve aprovação por deixar de atender outras avenidas como Itaquera e Líder, tirando o poder de transporte existente em um metrô pesado.
O estudo reforça que o traçado se sobrepõe à área de influência da Linha 15, compartilhando os passageiros e não ampliando o atendimento, atraindo baixo número de novos usuários.

A alternativa número dois foi até Jacú-Pêssego, terminando na estação da linha atualmente em construção, adicionando dez estações depois de Abel Ferreira, passando perto do Campus Leste da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ,a estação Jardim Cibele.
Ela contornaria pelo norte o Parque do Carmo, com uma estação deste nome e junto a entrada desta área verde, hoje abastecida apenas por linhas de ônibus urbanos, mas foi também descartada.

A última opção vencedora foi levar o metrô até a Cidade Tiradentes, a maior das três em extensão com 14 estações adicionais, subindo para 30 paradas (Teodoro Sampaio – Cidade Tiradentes) em 32,5 km de trilhos.
Na avaliação da Acciona no estudo, o trajeto permitirá desafogar a linha 15-Prata, reduzindo o carregamento do monotrilho no pico da manhã e tarde.
Atenderá região com hospital, concentrações populacionais e absorverá maior número de passageiros novos ao sistema.

Ela tem a chancela da diretoria do Metrô e da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, permitindo uma reavaliação da extensão da Linha 15-Prata de Jacu-Pêssego até a estação Hospital Cidade Tiradentes, hoje em estudo.
Nesta quarta, 8, a segunda audiência pública da Linha 16-Violeta será realizada e novas manifestações da população devem ser coletadas para contribuir ao edital previsto para ser publicado em breve.
