Linha 17-Ouro ganha luz verde para estrear na segunda-feira, 30
Ramal de monotrilho inicia operação assistida com sete estações e horário reduzido após liberação da prefeitura
A Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo recebeu autorização para entrar em operação após a emissão da Licença Ambiental de Operação (LAO) pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA). O documento foi concedido em 11 de março e tem validade de um ano, liberando o funcionamento do primeiro trecho do monotrilho.
A licença abrange o Trecho 1 do projeto, que inclui vias elevadas, oito estações — Morumbi, Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo, Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Washington Luís e Aeroporto de Congonhas — além de parte do pátio de manobras sobre o reservatório Água Espraiada.
Apesar da liberação para todo o trecho, a estreia operacional prevista para o dia 30 de março deverá ocorrer com sete estações em funcionamento. A estação Washington Luís ficará de fora neste primeiro momento por exigir uma operação em Y, ainda não testada o suficiente.
Estações da Linha 17-Ouro (GESP)
A operação inicial será assistida, com circulação de trens de segunda a sexta-feira, entre 10h e 15h. Esse modelo é comum na fase inicial de novos ramais e permite ajustes antes da ampliação do horário e da entrada em operação plena.
Antes da abertura ao público, o Metrô já vinha realizando a chamada operação branca, com trens circulando sem passageiros para testes de sistemas e procedimentos. A fase foi iniciada recentemente, conforme antecipado pelo site MetrôCPTM.
Outro avanço recente foi a ativação do Centro de Controle Operacional da linha, o CC17, responsável por monitorar e coordenar a circulação dos trens e sistemas do monotrilho.
Centro de Controle Operacional da Linha 17 (CMSP)
Com cerca de 6,7 km de extensão, a Linha 17-Ouro será a única de monotrilho em operação na cidade e terá como principal diferencial a conexão direta com o Aeroporto de Congonhas. A estação Aeroporto de Congonhas contará com um túnel exclusivo que ligará o sistema metroviário diretamente ao terminal aéreo, sem necessidade de travessias externas.
A entrada em operação ocorre após mais de uma década de obras e sucessivos atrasos no cronograma do projeto.
