Linha 19-Celeste do Metrô vai reduzir viagem entre Guarulhos e São Paulo em uma hora

Trajeto entre as estações Bosque Maia e Anhangabaú será de 35 minutos. Obras devem ter início em 2027

Linha 19-Celeste deve ser disputada por vários grupos
Linha 19-Celeste deve ser disputada por vários grupos (Montagem com uso de IA)

Em processo de licitação de obras, a Linha 19-Celeste do Metrô de São Paulo deve começar a virar realidade nos próximos anos e criar uma grande expectativa na população. E não é para menos.

Ela promete conectar o município de Guarulhos ao centro da capital paulista em apenas 35 minutos, reduzindo em até uma hora o tempo de deslocamento diário entre essas regiões. 

O novo ramal será um dos primeiros do sistema metroviário paulistano a transpor os limites da capital e terá 17,6 km de extensão distribuídos por 15 estações. Os outros são a extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra e a Linha 20-Rosa no ABC.

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A linha irá ligar o Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, ao Bosque Maia em Guarulhos, atendendo bairros como Vila Maria e Itapegica. O projeto prevê a integração em área paga nas próprias estações, facilitando o acesso de passageiros a outros ramais do sistema.

Dados da Linha 19-Celeste (CMSP)

Três lotes e valor de R$ 20 bilhões

A estimativa oficial é de que a Linha 19-Celeste movimente cerca de 630 mil passageiros por dia, segundo projeções divulgadas pelo Metrô. A linha será totalmente automatizada, operando no sistema UTO (Unattended Train Operation), que permite o controle remoto dos trens sem necessidade de operadores a bordo. Nos horários de pico, os intervalos médios entre trens devem ser de 120 segundos.

O orçamento total da obra está estimado em aproximadamente R$ 20 bilhões. As propostas para as obras civis foram abertas nesta semana, como mostrou o MetrôCPTM em primeira mão.

Pátio da Linha 19-Celeste (CMSP)

A divisão do projeto prevê três lotes: o primeiro avaliado em R$ 5 bilhões, o segundo em R$ 7 bilhões e o terceiro em R$ 6,89 bilhões. Um consórcio liderado pela PowerChina fez a proposta de menor valor pelo Lote 01, enquanto a Odebrecht, junto com Álya e a Ghella, saíram na frente nos dois outros lotes.

A análise dos documentos deve levar algum tempo e será preciso esperar para saber se nenhum concorrente derrotado possa entrar com recursos contra a decisão.

Se tudo der certo, a assinatura dos contratos deverão ocorrer entre 2025 e 2026. Aí serão vários meses até produzir projetos executivos, mobilizar equipamentos e pessoal, liberar terrenos e receber os três tatuzões. Ou seja, o mais provável que as obras apareçam de fato em 2027. A meta é concluir o ramal no início da próxima década.