Linha 20-Rosa deve manter traçado atualmente conhecido, diz Metrô
Ramal está em fase de projeto básico, com término previsto para o segundo semestre; desapropriações já foram iniciadas
O traçado da Linha 20-Rosa do Metrô de São Paulo não deve sofrer alterações a partir deste momento, segundo informações fornecidas pela companhia ao jornal O Estado de São Paulo.
De acordo com o Metrô, o alinhamento definido no anteprojeto de engenharia será mantido por atender aos critérios técnicos e ambientais estabelecidos para o empreendimento.
Atualmente, a implantação do novo ramal metroviário está na fase de elaboração do projeto básico, cuja conclusão é esperada para o segundo semestre. Essa etapa antecede a licitação das obras e dos projetos executivos, que deverão detalhar a construção da linha. No entanto, a intenção da gestão Tarcísio de Freitas é lançar a concessão da linha em 2027, com início das obras em 2028.
Como parte do avanço do planejamento, o Governo do Estado já publicou as Declarações de Utilidade Pública (DUPs) de terrenos necessários para a implantação da Linha 20-Rosa.
Projeção de carregamento de passageiros no cenário de 2040 (CMSP)
As áreas abrangem espaços destinados à construção de estações, poços de ventilação, saídas de emergência e pátios de manutenção. A publicação das DUPs é o primeiro passo para a desapropriação de fato, que ainda passa pela negociação com os proprietários sobre o valor a ser pago. Além disso, ela indica que o traçado e os pontos de implantação das estruturas estão definidos em nível preliminar.
A Linha 20-Rosa é discutida há vários anos e teve seu traçado mudado várias vezes. A proposta, no entanto, sempre foi ligar o ABC Paulista à zona sul da capital, além de levá-la até a região da Lapa. Entretanto, o Metrô decidiu tirar o ramal de todo o eixo da Avenida Faria Lima e o deslocou para dentro do bairro de Pinheiros. A mudança tem motivado a protestos de moradores na região.
O atual traçado ligará a estação Santa Marina a Santo André, no ABC Paulista, com 32,6 km de extensão e 24 estações. O ramal atravessa regiões como Pinheiros, Vila Madalena, Alto de Pinheiros, Moema e Saúde, além de municípios da Região Metropolitana.
Os dois lotes da Linha 20-Rosa (CMSP)
A estimativa de demanda é de cerca de 1,29 milhão de passageiros por dia. O custo total do empreendimento é estimado em aproximadamente R$ 35 bilhões, com prazo de obras projetado em cerca de oito anos, após o início da construção.
Embora os estudos sempre tenham apontado que o trecho entre Lapa e a região sul da capital tenha maior demanda e conexões com a malha metroferroviária, Tarcísio tem bancado o início da construção pelo ABC.
O Metrô informou que a linha já conta com licença ambiental prévia, concedida em 2024, e que novas declarações de utilidade pública podem ser publicadas conforme o projeto avance, abrangendo áreas adicionais necessárias às estruturas operacionais do sistema.
