A nova concessionária da Linha 6-Laranja, Linha Universidade S.A, conseguiu captar R$ 1 bilhão no mercado financeiro por meio da emissão de debêntures, títulos de dívida de curto prazo que servirão para que empresa financie o início das obras do ramal de 15 km.

A emissão dos papéis, revelada em primeira mão pelo site, ocorreu no dia 2 de outubro e foi concluída nesta semana, segundo informou o Valor Econômico. Ainda de acordo com a publicação, os títulos foram negociados com bancos em vez de pulverizados no mercado. O vencimento dessas debêntures é de um ano, quando a concessionária os comprará de volta. O motivo é que a Linha Universidade precisa concluir um financiamento de longo prazo com o BNDES com juros mais atraentes – os debêntures, por exemplo, têm remuneração do CDB+1,35%.

Quando fechar um acordo com o banco de fomento, a empresa resgatará esses debêntures. Como antecipou o site, a Linha Universidade usará esses recursos para quitar dívidas da Move São Paulo, a antiga concessionária, no mercado, que somam R$ 210 milhões.

Cinco anos de obras

O governo do estado oficializou a passagem da concessão da Linha 6-Laranja do Metrô para a nova concessionária no dia 6 de outubro. Por meio de um decreto estadual, a LinhaUni, como também é chamada, assumiu a posse dos terrenos desapropriados e que serão usados para a implantação do ramal subterrâneo. No dia anterior, a gestão Doria havia revogado o decreto de caducidade da PPP (Parceria Público-Privada), que venceria no mesmo dia 6.

Diagrama das estações da linha 6 Laranja

Diagrama das estações da linha 6 Laranja

A Linha Universidade ficará à frente da Linha 6 por 24 anos, ou seja, até 2044. A meta é que as obras sejam concluídas até 2025, restando 19 anos de operação, quando ela passará a recuperar o investimento, calculado em pelo menos R$ 6,5 bilhões. Mas cabe à empresa antecipar esse período e ampliar o tempo de operação. Se conseguir iniciar o serviço antes, o benefício é dela. Essa é a grande vantagem teórica da PPP, ao contrário de obras com contratos tradicionais em que as empreiteiras muitas vezes acabam recebendo mais em caso de atraso.

Com 15 estações, a Linha 6 ligará a Brasilândia à estação São Joaquim, com conexões com as linhas 1, 4, 7 e 8. A concessionária poderá ampliar o ramal até a região da Rodovia dos Bandeirantes se achar essa extensão viável. No entanto, o antigo trecho leste do ramal não faz parte do escopo. Ele foi substituído por outro projeto, o da Linha 16-Violeta.

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