Tatuzão já construiu 700 metros de túnel da futura Linha Leste do Metrô de Fortaleza

Tuneladoras compradas pelo governo cearense são as primeiras a operar fora do eixo Rio-São Paulo e únicas em atividade no Brasil
Tatuzão do Metrô de Fortaleza (Governo do Estado do Ceará)

Depois de diversos atrasos e paralisações, finalmente as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza estão em ritmo avançado. Prevista para ser entregue no final de 2022, a primeira linha totalmente subterrânea de metrô da capital cearense terá, quando entregue a primeira fase, 7,3 quilômetros com 5 estações: Tirol-Moura Brasil, Chico da Silva, Colégio Militar, Nunes Valente e Papicu. O novo ramal deve transportar, diariamente, 150 mil pessoas.

“Já temos a Linha Sul, que vem de Pacatuba até aqui o Centro da cidade, na estação Chico da Silva. Agora, com a Linha Leste, vai conectar o Centro com o VLT no Papicu, integrando também com os terminais de ônibus de Fortaleza. Os trens que vêm da Linha Oeste, vindo de Caucaia, vão poder conectar também com o metrô aqui na Linha Leste”, afirmou o governador Camila Santana na semana passada em evento nas obras.

Único tatuzão em funcionamento atualmente no Brasil, a máquina já construiu 700 metros de túneis a 34 metros de pronfudidade. O equipamento é um dos quatro shields comprados pelo ex-governador Cid Gomes anos atrás, mas por conta da rescisão de contrato com o consórcio anterior, eles ficaram desmontados por muito tempo.

É a primeira vez que um tatuzão é utilizado numa obra metroviária fora do eixo Rio-São Paulo. Em Brasília, o sistema foi construído de forma convencional enquanto em Salvador o pequeno trecho subterrâneo foi escavado no método NATM.

Trabalhadores na Linha Leste de Fortaleza (GECE)

Rede sobre trilhos

Atualmente as obras da Linha Leste se concentram no centro de Fortaleza. No bairro Aldeota, estão em construção as estações Colégio Militar e Nunes Valente. Na estação Papicu, a última do trecho, atualmente há a montagem dos canteiros de obra.

O sistema cearense inclui hoje a Linha Sul, que transporta por dia cerca de 34 mil pessoas nos seus 24,1km de extensão e 20 estações interligando Fortaleza às cidades de Maracanaú e Pacatuba. Já a Linha Oeste liga o centro de Fortaleza ao município de Caucaia. Possui 19,5 km de extensão e 10 estações. Todas as linhas de metrô, bem como os VLTs em operação no Estado do Ceará, são operadas pela estatal Metrofor.

Uma das quatro tuneladoras do Metrô de Fortaleza (Metrofor)

Outros tatuzões no Brasil

Além dos shields cearenses, há apenas outras três tuneladoras no país. Uma delas é o tatuzão usado para escavar a Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro e que está em compasso de espera enquanto o governo decide se ele será reativado para construir os túneis até a estação Gávea. Os outros dois shields são os que escavarão os 15 km da Linha 6-Laranja, cujas obras foram oficialmente retomadas nesta semana em São Paulo.

Outros três equipamentos do tipo e que foram usados na construção da Linha 5-Lilás foram desmontados pelos consórcios responsáveis por eles.

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  1. Muito bom ver outras cidades investindo em Metrô. Mas me chamou atenção a demanda relativamente baixa das linhas e mesmo assim estão construindo um metrô, enquanto isso uma linha com expectativa de 340 mil pessoas é cancelada por “falta de demanda”. Uma vergonha.

  2. Fortaleza é uma das cidades que mais investe em projetos metroviários no país. Orgulho de morar na terra da luz ✨

  3. Tuneladoras e Esmerilhadoras são equipamentos de grande porte, muito custosos e de uso restrito e específico, e que exigem manutenção permanente durante seu uso e conservação durante seu armazenamento, e com relação ás quatro máquinas tuneladoras “shield”, já adquiridas para o Metrô de Fortaleza, quantos milhões custou cada uma, que eu saiba elas deveriam ser ajustáveis para múltiplas bitolas uma vez que o diâmetro externo dos túneis é exatamente o mesmo, caso contrário como esta parecendo significa que não serviram para expansão de outras linhas e serão descartadas, espero que isto não aconteça, pois assim sendo significara que não existe planejamento nenhum.

    Assim como aconteceu em São Paulo as duas maquinas foram adquiridas para a Linha 6-Laranja com grande antecipação e tem sido usadas como “out door” de propaganda política eleitoreira.

    As atitudes do gestores de não padronizar as linhas do Metrô em diversificar modulações como tipo de alimentações elétricas, bitola, promovendo bloqueios de composições e garagens, oficinas, tem levado a mais este prejuízo, por conta de uma economia não comprovada.

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