Mesmo proibido, rapel e saltos continuam em viaduto sobre estação Sumaré do Metrô

Prefeitura de São Paulo afirma que atividades radicais no local não são liberadas

(Divulgação Prefeitura de S]ao aul)

Todos os finais de semana, e também em feriados, o espaço do Viaduto Sociedade Esportiva Palmeiras 1942/Cap, Adalberto Mendes, ou Ponte do Metrô Sumaré, como também é conhecida, se transforma em local de atividades esportivas que envolvem saltos com corda e descidas de rapel até a Avenida Paulo VI.

Entretanto, o acidente fatal de uma jovem em Limeira (SP), no último final de semana em ato parecido mas com desfecho triste por falha humana, jogou holofotes na ação em ponto da capital paulista, com registro recente de acidente.

Embora a prefeitura de São Paulo alegue ser proibido, a mesma já promoveu descidas de corda, até bungee jumping no ano de 2014, mostrando uma certa ambiguidade do que pode e não pode no local.

A falta de clareza do ente público permite que empresas do ramo atuem na região do Metrô Sumaré, por onde passa a Linha 2-Verde, capitalizando e vendendo a experiência sem qualquer impedimento.

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Estação Sumaré, onde a Linha 22 deverá ter um dos seus terminais (Jean Carlos/SP Sobre Trilhos)

Em dezembro de 2025, uma jovem de 26 anos ficou ferida quando, ao pular, bateu o corpo contra a estrutura de concreto do viaduto, ficando ferida. Ao G1 na época, ela relatou que a empresa responsável não prestou qualquer auxílio No mesmo local, em 1999 um salto terminou com a vítima sofrendo fraturas expostas nas pernas após queda superior a 30 metros de altura.

Outro risco ignorado são acidentes além do salto, uma vez que a avenida abaixo é uma via de ligação com movimento intenso de veículo, além de possuir espaço para corredores e ciclovias.

Imagem do viaduto da Avenida Dr Arnaldo e abaixo, o que possui a estação da Linha 2-Verde do Metrô (Reprodução Google Maps)

Para entender o posicionamento do setor público, a Prefeitura foi questionada e, em nota enviada a este site, reforçou a proibição das atividades radicais e que conta com a colaboração da população para solicitar via 156, fiscalizações quando houver saltos no local.

“A Prefeitura de São Paulo informa que atividades como rapel e bungee jump no viaduto da Avenida Sumaré são proibidas. A Subprefeitura Lapa, com o apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), realiza fiscalizações periódicas para coibir práticas irregulares no local. A gestão municipal orienta as pessoas a registrarem solicitações de fiscalização pelo canal oficial SP 156 sobre qualquer atividade suspeita.”

O Metrô também se manifestou por nota, destacando que o viaduto de veículos e pedestres fica fora de sua área de domínio e influência, portanto, cabe aos órgãos municipais, ações para coibir os saltos e similares.

“O local mencionado é de gestão da Prefeitura de São Paulo. O Metrô não possui gestão nem autonomia sobre intervenções, atividades ou ações realizadas em pontes e viadutos sob responsabilidade da administração municipal.”

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Santiago
Santiago
3 horas atrás

Entendo que pode-se sim permitir rapel e bunge jump ali, desde que devidamente regulamentado e com a instalação de uma rampa apropriada para os saltos e descidas. Tal rampa deveria ter o acesso controlado, e estar separada do passeio publico por grades de segurança com portão.
Melhor do que se proibir sem uma regra clara e definida, e sem vigilância e fiscalização.

Kevin
Kevin
1 hora atrás
Responder para  Santiago

Acho que dentro desse contexto urbano fica meio inviável tendo risco tanto ao praticante do esporte quanto pessoas que só estão transitando pela região, vai que jogam uma pessoa sem cordas, o risco é muito maior. Geralmente se faz com um vale, um rio embaixo aberto, não com uma avenida com umas 3-4 faixas de rolamento em cada sentido

Ligeiro
Ligeiro
31 segundos atrás
Responder para  Santiago

Esportes “radicais”, apesar do nome, eles tem que ter parâmetros de segurança. Tanto que salvo engano E teoricamente, bungee/rope jump são praticados em espaços que permitam algum amortecimento em caso de emergência, como rios e lagos. E mesmo assim é um esporte de TOTAL risco.

Ponte em região central com veículos passando não é local de esporte deste tipo. E ainda olha que tolero rapel porque via de fato tem gente que depende disso para treinar operações – como socorristas, defesa civil e bombeiros. Fora isso como esporte, rapel prefiro entender que profissionais que usam isso como entretenimento o façam em espaços para tal e não em espaços urbanos com maior risco.

Guile
Guile
2 horas atrás

Nem imaginava que aquele viaduto tinha esse nome