Metrô de SP inicia sondagens para implantar Linha 22-Marrom até Cotia
Perfurações de solo marcam nova etapa dos estudos para a futura ligação entre a região oeste da Grande São Paulo e a capital
O Metrô de São Paulo iniciou nesta terça-feira (2) uma nova etapa dos estudos para a Linha 22-Marrom, projeto que pretende conectar a região oeste da Grande São Paulo à capital por meio de uma linha subterrânea.
Os trabalhos começaram com sondagens de solo em uma área do Complexo do Ginásio de Esportes de Cotia. A atividade faz parte da etapa de estudos técnicos do empreendimento, que ainda está em fase de desenvolvimento e não possui plano definido para o início das obras.
As sondagens servem para identificar as características geológicas e geotécnicas do terreno, fornecendo dados que serão utilizados na definição dos métodos construtivos e das soluções de engenharia da futura linha.
Segundo o governo estadual, novas perfurações deverão ser realizadas nos próximos meses em outros pontos do trajeto previsto.
Mapa preliminar da Linha 22-Marrom (CMSP)
A Linha 22-Marrom encontra-se atualmente na fase de contratação do Projeto Básico, etapa que detalha aspectos técnicos da implantação e antecede uma futura licitação das obras. Paralelamente, o projeto segue em análise no processo de licenciamento ambiental.
A proposta de criar uma ligação metroviária para a região é discutida há anos como alternativa para reduzir a dependência do transporte por ônibus e dos corredores viários que conectam municípios da zona oeste metropolitana à capital paulista.
De acordo com os estudos mais recentes, a Linha 22-Marrom deverá ter cerca de 29 quilômetros de extensão e 19 estações. O traçado previsto partirá de Cotia, passará por Osasco e seguirá até a estação Sumaré, da Linha 2-Verde.
O projeto também prevê integrações com outras linhas do sistema sobre trilhos. A estimativa oficial é de demanda de aproximadamente 650 mil passageiros por dia após a entrada em operação.
Apesar do início das sondagens, a futura linha ainda precisa avançar nas etapas de projeto, licenciamento e contratação antes que o governo estadual possa definir uma previsão para o início da construção.
