Metrô de SP já revisou quase mil aparelhos de ar-condicionado de seus trens nos últimos seis meses

Frota em circulação tem cerca de 1.920 equipamentos e passa por manutenção periódica que é intensificada durante o verão, segundo empresa

Aparelho de ar-condicionado é retirado de trem
Aparelho de ar-condicionado é retirado de trem (CMSP)

O Metrô de São Paulo realizou, nos últimos seis meses, a revisão de mais da metade dos sistemas de ar-condicionado instalados em seus trens. Ao todo, mais de 940 intervenções foram feitas desde agosto, dentro do programa de manutenção preventiva e corretiva da frota, em meio à ocorrência de temperaturas elevadas durante o verão e também outras épocas do ano.

Atualmente, cerca de 1.920 aparelhos de ar-condicionado estão em operação nos trens do sistema. As Linhas 1-Azul e 2-Verde concentram 876 unidades, a Linha 3-Vermelha possui 696 equipamentos e a Linha 15-Prata conta com outros 350. Apenas a Frota E, ainda em circulação, não dispõe de climatização – os 11 trens atuam mais como reservas no momento.

O trabalho de manutenção envolve inspeções técnicas, troca de filtros, medições de fluxo de ar e ajustes operacionais nos equipamentos. As atividades são realizadas de forma contínua ao longo do ano e seguem um cronograma definido, com foco na confiabilidade dos sistemas durante a operação comercial, especialmente em períodos de calor intenso.

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Manutenção de equipamento é feita com regularidade (CMSP)

A climatização dos trens é controlada de forma automática. O sistema ajusta a temperatura interna entre 3 °C e 5 °C abaixo da temperatura externa, respeitando um limite mínimo de 21 °C, sem possibilidade de intervenção manual por parte do operador. Esse padrão busca evitar variações bruscas de temperatura entre o interior dos trens e as áreas externas.

Quando há identificação de falhas durante a operação, seja por monitoramento remoto ou por registros feitos durante o serviço, o trem é retirado de circulação para manutenção corretiva. Após os ajustes necessários, a composição retorna à operação.

Além da manutenção física dos equipamentos, o Metrô vem ampliando o uso de monitoramento remoto em tempo real dos sistemas de climatização. A iniciativa inclui ferramentas de diagnóstico automatizado e análise de dados, com o objetivo de antecipar falhas e reduzir a necessidade de intervenções emergenciais ao longo do verão.