Metrô de SP recebe quatro propostas para reprojetar expansão da Linha 17-Ouro

Contrato prevê atualização do projeto básico e elaboração do projeto executivo de quatro novas estações do monotrilho nas pontas do atual traçado em operação

Monotrilho da Linha 17-Ouro
Monotrilho da Linha 17-Ouro (iTechdrones)

O Metrô de São Paulo recebeu quatro propostas válidas para a licitação que definirá a empresa responsável pela atualização do projeto básico e pela elaboração do projeto executivo de parte da expansão da Linha 17-Ouro. O contrato contempla quatro novas estações em ambas as pontas do atual trecho em operação.

A concorrência atraiu empresas tradicionais do setor metroferroviário. Apresentaram propostas a ARX Brasil, com a menor oferta (R$ 48,99 milhões), a Hidroconsult (R$ 63,59 milhões), a Egis Engenharia (R$ 71,31 milhões) e a Intertechne Consultores (R$ 91,36 milhões). Outras três empresas — Construmax Construções, Engenharia Montijo e Real Visão Construção Civil — foram desclassificadas após apresentarem propostas simbólicas, incompatíveis com a disputa, de até R$ 10 trilhões.

A companhia deverá agora analisar a documentação técnica e comercial antes de anunciar a vencedora. A previsão é que o resultado seja divulgado em 20 de agosto.

O contrato abrange a revisão do projeto elaborado há muitos anos e que foi alvo de protestos de moradores e até um cemitério. Além disso, a região passou por mudanças que exigirão a elaboração do projeto executivo que servirá de base para a futura construção das estações Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano, do outro lado do Rio Pinheiros, e Vila Paulista, na Avenida Roberto Marinho.

Como pode evoluir a Linha 17-Ouro nos próximos anos (Metrô CPTM)

Essa etapa é considerada essencial para a retomada da expansão do monotrilho, já que o traçado permaneceu praticamente inalterado desde sua concepção original, anunciada em 2010.

Segundo o planejamento apresentado pelo Metrô, os projetos deverão ser concluídos em aproximadamente dois anos. A expectativa é lançar a licitação das obras em 2028, permitindo o início da construção no ano seguinte.

A companhia também pretende dar continuidade ao restante da expansão sem esperar a conclusão desse trecho. A ideia é desenvolver em paralelo os projetos da etapa seguinte, que completará o traçado originalmente previsto para a Linha 17-Ouro.

O projeto inicial previa um corredor com 18 estações entre o Morumbi e o Jabaquara, com uma extensão até o Aeroporto de Congonhas. Após mudanças de escopo, paralisações e sucessivas rescisões contratuais, apenas oito estações foram efetivamente construídas na primeira fase.

Atualmente, o monotrilho opera entre Morumbi e Aeroporto de Congonhas em regime de operação assistida. A expectativa do governo paulista é iniciar a operação plena do primeiro trecho em outubro, tarefa que pode ficar com o Metrô em vez de repassá-la à Motiva.