Metrô-DF lança licitação para concluir estação inacabada há quase duas décadas

Parada Onoyama começou a ser construída em 1998 e recebe passagem de trens da Linha 1 desde 2007; contrato terá prazo de execução de 42 meses

Grades em torno da estação Onoyama do Metrô-DF
Grades em torno da estação Onoyama do Metrô-DF (Google Maps)

O Metrô-DF lançou nesta quarta-feira (21) uma licitação para concluir a Estação Onoyama, em Taguatinga, estrutura parcialmente construída por onde os trens da Linha 1 passam há quase duas décadas sem atendimento aos passageiros.

O Procedimento Ordinário de Licitação prevê uma contratação integrada, na qual a empresa ou consórcio vencedor ficará responsável pelos projetos básico e executivo e pela execução das obras civis, arquitetura, urbanização, instalações e sistemas necessários para colocar a estação em operação. A abertura das propostas está marcada para 30 de dezembro.

O valor estimado não foi divulgado e permanecerá sob sigilo até o início do julgamento das propostas. O critério será o menor preço global e o prazo previsto para execução é de 42 meses a partir da ordem de serviço. A vigência do futuro contrato será de 45 meses.

Onoyama fica na Avenida Elmo Serejo, entre as estações Centro Metropolitano e Praça do Relógio. O Metrô-DF estima que sua abertura possa acrescentar cerca de 11 mil passageiros por dia à Linha 1.

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A história da estação remonta a 1998, quando começaram a ser implantadas as contenções da estrutura. O projeto previa inicialmente construir apenas os elementos necessários para permitir a instalação da via permanente e deixar a conclusão da estação para uma etapa posterior.

A estação Onoyama, no centro da imagem, foi parcialmente construída (Google)

Parte da estrutura avançou nos anos seguintes, incluindo salas técnicas e as subestações retificadora e auxiliar, que atualmente já funcionam como parte do sistema metroviário. As obras prosseguiram até 2008, mas Onoyama nunca foi aberta aos passageiros.

Desde abril de 2007, quando entrou em operação comercial o trecho entre Ceilândia Sul e Praça do Relógio, os trens atravessam normalmente o interior da estação inacabada. Uma reformulação do sistema viário no entorno em 2009 ainda obrigou o Metrô-DF a adequar os projetos previstos para sua conclusão.

O novo contrato aproveitará parte significativa dessa infraestrutura. O memorial descritivo mostra que a estação terá quatro níveis — térreo, mezanino, plataforma e porão de cabos — e cerca de 2.300 m² de área construída em um terreno de 15.905 m².

O projeto inclui ainda bicicletário, estacionamento, baia para ônibus, áreas de embarque e desembarque, jardins, passarela e uma passagem subterrânea sob o sistema viário. Além das obras, a contratada terá de instalar e integrar os sistemas operacionais, realizar testes e comissionamento e entregar Onoyama pronta para receber passageiros.