Metrô de SP coloca campanha no ar para ampliar segurança dos passageiros

Iniciativa busca conscientizar usuários sobre atitudes de risco e reforça medidas de prevenção já implementadas no sistema

Portas de plataforma na estação Corinthians-Itaquera (Jean Carlos)
Portas de plataforma na estação Corinthians-Itaquera (Jean Carlos)

O Metrô de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (8) uma nova campanha de prevenção de acidentes voltada aos seus mais de 3 milhões de passageiros transportados diariamente nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Sob o lema “Juntos fazemos o Metrô seguro”, a iniciativa pretende conscientizar os usuários sobre a importância de adotar atitudes que evitem riscos nas estações e trens.

A ação aposta em orientações educativas para reduzir incidentes comuns no transporte metroviário, como ultrapassar a faixa amarela nas plataformas, usar o celular de forma distraída em áreas de grande fluxo e não respeitar a ordem de embarque e desembarque.

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O material de divulgação será exibido em painéis digitais dentro do sistema e também nas redes sociais. Em fases posteriores, personagens e conteúdos lúdicos devem ampliar o alcance da campanha.

Medidas ocorrem após acidentes com portas de plataforma

Uma pesquisa de comportamento realizada em 2024 pelo próprio Metrô mostrou que 72% dos usuários correm para embarcar e 71% não aguardam o desembarque dos passageiros, condutas que aumentam o risco de acidentes.

Trem do Metrô de São Paulo (Jean Carlos)

O levantamento também apontou ainda que mulheres, idosos e estudantes estão entre os grupos mais vulneráveis em situações de insegurança no metrô.

Além da campanha, o Metrô de São Paulo afirma que medidas técnicas permanentes, como a instalação de portas de plataforma em algumas estações, sensores de monitoramento e sistemas de vigilância contínua têm ajudado a reduzir o número de ocorrências. A companhia lembra que a cultura de prevenção de acidentes faz parte dos protocolos de operação desde a inauguração do sistema, há mais de 50 anos.

A campanha surge meses após acidentes com portas de plataforma terem feito as operadoras reforçarem a segurança nesses equipamentos. Em março, uma mulher ficou presa entre a fachada e o trem na Linha 2-Verde, mas não se feriu. Um usuário da Linha 5-Lilás, no entanto, faleceu a ser arrastado pela composição na estação Campo Limpo em maio.

Agora, a maior parte das portas de plataforma possui sensores de presença ou barreiras físicas para impedir a permanência nesse espaço.