Metrô vai seguir exemplo da CPTM e coletar dados de celular para pesquisa Origem e Destino
Companhia abriu chamamento público visando soluções de sistema de gerenciamento e monitoramento de dados em dispositivos móveis
O Metrô de São Paulo vai lançar mão de um recurso similar ao contratado pela CPTM para coletar dados de comportamento no transporte de seus usuários. A empresa pretende usar informações de celulares e outros dispositivos móveis para a próxima Pesquisa Origem e Destino.
Para viabilizar o projeto, o Metrô lançou nesta quarta-feira, 5, um chamamento público para receber propostas de um sistema de gerenciamento e monitoramento, coleta e consistência de dados em dispositivos móveis. A tecnologia também deverá registrar o trajeto feito pelos passageiros a fim de levantar seu comportamento em situações como viagens a trabalho, estudo e lazer.
O edital ainda seria publicado no site da companhia, portanto, os detalhes por enquanto são escassos. As empresas interessadas terão apenas 10 dias para apresentar suas propostas preliminares.
Tradicional levantamento que serve como base para estudos de novas linhas de metrô, a Pesquisa Origem e Destino foi feita inicialmente com visitas a domicílios e entrevistas com pessoas. Posteriormente, a companhia passou a levantar dados em locais como terminais intermunicipais e outras localidades.
No entanto, o advento da geolocalização, presente em celulares, tablets e relógios, tornou o processo inicial datado. A CPTM, por exemplo, já contratou a Claro para fazer esse levantamento via dispostivo móvel.
O governo do estado pretende lançar uma pesquisa ainda mais ampla, que inclui municípios do interior de São Paulo. O objetivo é ter um mapa mais amplo e que possa servir também aos planos de trens regionais em várias localidades.
