Linha 20-Rosa terá obras iniciadas em 2028, diz presidente do Metrô
Júlio Castiglioni revelou o prazo durante reunião na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta semana
O presidente do Metrô, Julio Castiglioni, revelou que as obras da Linha 20-Rosa, que ligará o Grande ABC à capital paulista, estão previstas para começar apenas em 2028. O anúncio foi feito durante reunião com a deputada Ana Carolina Serra, presidente da Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais da Assembleia Legislativa, revelou o jornal Diário do Grande ABC.
A previsão confirma o que afirmou este site recentemente, ao colocar o ramal em segundo plano perante as linhas 16-Violeta e 19-Celeste, que estão em um estágio mais avançado de projeto, incluindo licitações e leilão planejado.
Segundo Castiglioni, “na semana passada, o governo do Estado publicou Decreto de Utilidade Pública de uma área para o pátio no ABC, que vai dar a oportunidade de iniciarmos essas obras, provavelmente, em 2028”.
Dados da Linha 20-Rosa (GESP)
O pátio era um gargalo causado pela mudança de prioridade decidida pelo governador Tarcísio de Freitas que, contrariando estudos técnicos, prometeu implantar o ramal primeiro no ABC.
Após sondar terrenos em Santo André, o Metrô escolheu parte do terreno da antiga fábrica da Ford para ser um dos pátios de manutenção – o segundo pode ficar em Santa Marina, na zona oeste da capital.
Estações da Linha 20-Rosa (Metrô SP)
Atualmente, a Linha 20-Rosa está na etapa de elaboração do projeto básico que deve ficar pronto em setembro de 2026. Com ele, a companhia terá informações suficientes para preparar o edital.
A despeito de o Metrô estar à frente de vários estudos, o projeto da Linha 20-Rosa está a cargo da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), que deve realizar uma Parceria Público Privada (PPP) para viabilizar sua construção e operação.
Entende-se portanto, que o leilão deverá ficar para 2027, ou seja, no próximo governo, o que levaria as obras a terem início no ano seguinte.
O ramal terá 33 km de extensão e 24 estações, entre Santo André e Santa Marina, passando por regiões de alto poder aquisitivo em São Paulo. O trajeto, inclusive, já desperta reações em moradores de Pinheiros e dos Jardins.
