Metroviários convocam assembleia nesta quarta (11) para discutir PDI e estado de greve

Sindicato afirma que novo plano de desligamento amplia esvaziamento do quadro e cobra abertura de concurso público

Trem do Metrô de São Paulo (Jean Carlos)
Trem do Metrô de São Paulo (Jean Carlos)

O Sindicato dos Metroviários realizará assembleia nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, às 18h30, na sede da entidade, para discutir o novo Plano de Demissão Incentivada (PDI) aberto pelo Metrô de São Paulo e os próximos passos do estado de greve aprovado pela categoria.

De acordo com o sindicato, a companhia não realiza concurso público desde 2016 e, nesse período, promoveu três Programas de Demissão Voluntária (PDV) e cinco PDIs. A entidade afirma que a ausência de reposição de funcionários ao longo de quase uma década tem provocado redução contínua do quadro próprio.

O sindicato também sustenta que a abertura de novas inscrições para o PDI ocorre antes da conclusão dos desligamentos previstos no plano anterior, o que, segundo a entidade, deixa parte dos inscritos sem definição sobre sua situação funcional.

Receba notícias quentes sobre mobilidade sobre trilhos em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do MetrôCPTM.

A assembleia ocorre em meio ao estado de greve informado pela categoria no início da semana. Segundo o sindicato, a mobilização está relacionada à negativa do Metrô em iniciar negociações sobre o Plano de Carreira, o pagamento dos chamados “steps” – mecanismo de progressão salarial – e a realização de novo concurso público.

Sede do sindicato (Sindicato dos Metroviários)

Entre os pontos que a entidade pretende discutir com a direção da companhia estão o fim do limite de 1% da folha para pagamento dos steps, a revisão de critérios de promoção considerados subjetivos, como a análise comportamental, a criação de concursos internos para funções de encarregado, técnico e supervisor, e alterações nas regras de nota de corte em processos seletivos internos.

O sindicato também volta a mencionar preocupação com o dimensionamento do quadro de pessoal e manifesta posição contrária à ampliação da terceirização em áreas como manutenção de vias e trens.

A assembleia deverá deliberar sobre eventuais formas de mobilização, a depender do andamento das negociações com a empresa.