Motiva levanta R$ 1,8 bilhão em debêntures para bancar extensão da Linha 4-Amarela até Taboão

Obras das novas estações já começaram na região sudoeste da Grande São Paulo, mas cronograma oficial ainda prevê entrega apenas no início da próxima década

Logo da Motiva e o tom de anil
Logo da Motiva e o tom de anil (Willian Moreira)

A Motiva , antiga CCR, concluiu uma emissão de debêntures no valor de R$ 1,8 bilhão ligada à concessão da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, em um momento em que a empresa toca a expansão do ramal até Taboão da Serra.

Segundo a companhia, a operação recebeu classificação de risco “brAAA” da agência S&P Global Ratings. Os recursos serão usados principalmente para resgate antecipado de uma emissão anterior e reforço de caixa.

A extensão da Linha 4 teve suas primeiras obras iniciadas nos últimos meses e atualmente os trabalhos se concentram principalmente na futura estação Taboão da Serra, onde há intervenções mais visíveis no canteiro principal. Outros pontos do traçado também passam por limpeza de terreno e preparação inicial para as obras civis.

O projeto prevê a ampliação da Linha 4-Amarela em cerca de 3,3 km, com duas novas estações: Chácara do Jockey e Taboão da Serra. Será a primeira vez que a rede metroviária paulistana ultrapassará os limites da capital em direção a um município vizinho da Grande São Paulo. Mas a obra “concorre” com a extensão da Linha 2-Verde até Guarulhos, que também deve ficar pronta na mesma época.

Embora a Motiva participe financeiramente da expansão por meio da concessão da linha, a maior parte do investimento será bancada pelo governo do estado, responsável pelo financiamento principal da obra.

Estação Taboão de Serra será construída com técnica de poços secantes (iTechdrones)

O prazo de entrega, no entanto, ainda gera dúvidas. O governo paulista tem citado 2029 como meta política para inauguração do trecho, mas o cronograma contratual e técnico mais recente aponta para conclusão por volta de 2031, considerando as etapas de obras civis, implantação de sistemas e testes operacionais.

A ampliação da Linha 4 é esperada há vários e vai atender uma das regiões com maior demanda reprimida por transporte sobre trilhos na Grande São Paulo. Hoje, milhares de passageiros dependem de corredores de ônibus e do trânsito intenso da Rodovia Régis Bittencourt para acessar a capital.

Em nota, o diretor financeiro da Motiva, Marcus Rosa, afirmou que a captação “permite seguir investindo” na operação da Linha 4-Amarela e na manutenção dos padrões de serviço do ramal.