Motiva levanta R$ 1,8 bilhão em debêntures para bancar extensão da Linha 4-Amarela até Taboão
Obras das novas estações já começaram na região sudoeste da Grande São Paulo, mas cronograma oficial ainda prevê entrega apenas no início da próxima década
A Motiva , antiga CCR, concluiu uma emissão de debêntures no valor de R$ 1,8 bilhão ligada à concessão da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, em um momento em que a empresa toca a expansão do ramal até Taboão da Serra.
Segundo a companhia, a operação recebeu classificação de risco “brAAA” da agência S&P Global Ratings. Os recursos serão usados principalmente para resgate antecipado de uma emissão anterior e reforço de caixa.
A extensão da Linha 4 teve suas primeiras obras iniciadas nos últimos meses e atualmente os trabalhos se concentram principalmente na futura estação Taboão da Serra, onde há intervenções mais visíveis no canteiro principal. Outros pontos do traçado também passam por limpeza de terreno e preparação inicial para as obras civis.
O projeto prevê a ampliação da Linha 4-Amarela em cerca de 3,3 km, com duas novas estações: Chácara do Jockey e Taboão da Serra. Será a primeira vez que a rede metroviária paulistana ultrapassará os limites da capital em direção a um município vizinho da Grande São Paulo. Mas a obra “concorre” com a extensão da Linha 2-Verde até Guarulhos, que também deve ficar pronta na mesma época.
Embora a Motiva participe financeiramente da expansão por meio da concessão da linha, a maior parte do investimento será bancada pelo governo do estado, responsável pelo financiamento principal da obra.
Estação Taboão de Serra será construída com técnica de poços secantes (iTechdrones)
O prazo de entrega, no entanto, ainda gera dúvidas. O governo paulista tem citado 2029 como meta política para inauguração do trecho, mas o cronograma contratual e técnico mais recente aponta para conclusão por volta de 2031, considerando as etapas de obras civis, implantação de sistemas e testes operacionais.
A ampliação da Linha 4 é esperada há vários e vai atender uma das regiões com maior demanda reprimida por transporte sobre trilhos na Grande São Paulo. Hoje, milhares de passageiros dependem de corredores de ônibus e do trânsito intenso da Rodovia Régis Bittencourt para acessar a capital.
Em nota, o diretor financeiro da Motiva, Marcus Rosa, afirmou que a captação “permite seguir investindo” na operação da Linha 4-Amarela e na manutenção dos padrões de serviço do ramal.
