Novo tatuzão chinês assume título de maior do Brasil. Entenda
Embora tenha o mesmo diâmetro da tuneladora Cora Coralina, equipamento que escavará partes dos túneis da Linha 2-Verde traz diferenças
O que parecia ser uma “irmã gêmea” de Cora Coralina revelou-se agora a maior tuneladora já encomendada no Brasil. O novo “tatuzão” da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, entregue neste final de semana na China, não é exatamente igual ao primeiro desses equipamentos em uso na expansão até Guarulhos.
Segundo o governo do estado, o tatuzão fabricado pela mesma CREG (China Railway Engineering Equipment Group) possui 133 metros de comprimento, ou 35 metros a mais que Cora Coralina, possivelmente por conta de mais um módulo de backup transportado.
Com isso, ele será um pouco maior do que a plataforma das cinco estações pelas quais passará, que possuem 132 metros de comprimento.
Tuneladora tem 133 metros de comprimento (GESP)
O peso é outro aspecto que confirma o título: são 2.600 toneladas contra 2.100 toneladas da outra tuneladora da Linha 2. Já o diâmetro da roda de corte, de 11,67 metros, é o mesmo por motivos óbvios já que ele tem que abrir um túnel idêntico ao de Cora Coralina.
Comparado ao tatuzão usado na Linha 4 do Metrô do Rio, o equipamento chinês também sobra já que aquele TBM, que está hoje no subsolo da zona sul da cidade, tem 11,5 metros de diâmetro, 123 metros de comprimento e 2.700 toneladas (aqui a suposta vantagem talvez seja explicada pelo uso de critérios diferentes).
Novo tatuzão também foi fabricado na China pela CREG (GESP)
Em comum, os tatuzões do Rio e de São Paulo têm o fato de serem do tipo “Dual Mode”. Ou seja, escavam em terra pelo método EPB (Pressão Balanceada de Terra) e em rocha (modo aberto), algo que aparentemente Cora Coralina não teve que lidar.
Como mostramos no domingo, o novo tatuzão brasileiro deverá chegar à estação Penha, seu ponto de partida, no primeiro trimestre de 2026. O Metrô espera colocá-lo em operação até junho, mas este site considera a previsão otimista.
O consórcio dono da nova tuneladora não revelou onde será a fábrica de aduelas de concreto, que formam os anéis dos túneis. O CML2, que opera Cora Coralina, usou um terreno do Metrô ao lado do Pátio Itaquera, mas não se sabe se o espaço poderá ser compartilhado pelas duas empresas.
Cora Coralina perdeu o posto de maior da América Latina (CML2)
