Obras na superestação Água Branca ganham aval federal mas resta formalização

Presidente da TIC Trens, Pedro Moro afirmou ainda que concessionária e Artesp ainda estão buscando uma solução para atender passageiros da Linha 6-Laranja

Obra deve custar R$ 1,3 bilhão
Obra deve custar R$ 1,3 bilhão (TIC Trens)

A situação da estação Água Branca, única integração prevista para este ano na Linha 6-Laranja, continua a gerar preocupações. Nesta terça-feira, 27, o presidente da TIC Trens, Pedro Moro, revelou que o projeto do megahub avançou, porém, ainda não está definida a estratégia para oferecer uma interligação com a Linha 7-Rubi.

Moro realizou mais um bate-papo com a imprensa especializada em mobilidade urbana, da qual o MetrôCPTM participou. Questionado sobre o projeto da enorme estação que abrigará oito serviços sobre trilhos, o executivo afirmou que a União concedeu um aval para o projeto, porém, ele ainda precisa ser formalizado num Termo de Permissão de Uso, acertado com o governo do estado. Só então as obras poderão ter início.

Receba notícias quentes sobre mobilidade sobre trilhos em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do MetrôCPTM.

Ainda segundo ele, a ideia era ter começado os trabalhos em 2025 mas os terrenos do entorno, que pertencem ao governo federal e estão concedidos para outras empresas, acabaram impedindo implantar o cronograma original. Um galpão nas proximidades, porém, foi removido, o que deve facilitar o acesso à area.

Estação Água Branca (iTechdrones)

O presidente da TIC Trens disse ainda que a empresa precisou rever as propostas que tinha na mesa para oferecer a ligação com a Linha 6. Uma mudança considerada importante foi a substituição do acesso por túnel por uma passarela, que dará acesso ao mezanino da gare.

A concessionária também pretendia fechar a estação Água Branca da Linha 7-Rubi para avançar rapidamente com a obra. A ideia era oferecer o serviço Paese para os poucos usuários que a utilizam hoje. No entanto, com a proximidade da entrega da Linha 6-Laranja (prevista para outubro), a alternativa foi descartada.

Pedro Moro disse que a TIC entregou à Artesp, agência que fiscaliza as concessões, algumas alternativas para atender os usuários em trânsito entre os dois ramais. A autarquia está neste momento analisando a proposta, mas não há ainda uma solução escolhida.

Apesar disso, o executivo se mostrou otimista e acredita que as obras da grande estação devem começar ainda em 2026.

Com informações de Willian Moreira.