Pagamento por aproximação chega a todas as catracas do Metrô de SP

Modalidade estará disponível nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata a partir de segunda-feira (14), enquanto bilhete magnético deixará de ser aceito em outubro

Pagamento por aproximação no Metrô de SP
Pagamento por aproximação no Metrô de SP (Metrô CPTM)

O pagamento da tarifa com cartões bancários por aproximação finalmente estará disponível em todas as catracas das estações operadas pelo Metrô de São Paulo. A partir de segunda-feira (14), passageiros das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata poderão utilizar cartões físicos ou dispositivos como celulares e relógios diretamente nos bloqueios.

O Metrô já oferecia essa possibilidade, mas apenas em catracas específicas, como parte de um projeto-piloto. Segundo a companhia, foram registrados 13,24 milhões de acessos durante esse período de testes.

A expansão coloca o Metrô no mesmo caminho já adotado pela CPTM, que anteriormente ampliou o pagamento por aproximação para todas as suas catracas. Em ambos os casos, o cartão bancário funciona como o próprio meio de acesso, sem necessidade de comprar previamente um bilhete.

Serão aceitos cartões de débito e crédito das bandeiras Elo, Mastercard e Visa, além das versões virtuais cadastradas em carteiras digitais de celulares, smartwatches e outros dispositivos compatíveis. Bilhete Único, TOP e QR Code continuarão funcionando normalmente.

Catraca exclusiva para pagamento por aproximação (Willian Moreira)

Pagamento direto é antigo em outros metrôs

Embora a adoção em toda a rede seja recente em São Paulo, o uso de cartões bancários diretamente nas catracas não é novidade nos sistemas de transporte. Londres, uma das referências nesse modelo, ampliou o pagamento contactless para o metrô e serviços ferroviários em 2014, depois de adotá-lo nos ônibus em 2012.

Nova York também instalou gradualmente os validadores do sistema OMNY, que permite o acesso ao metrô com cartões e dispositivos por aproximação. No Brasil, o MetrôRio já aceita diretamente nas catracas cartões Visa, Mastercard e Elo, além de celulares e outros dispositivos com NFC.

Há, porém, uma limitação importante em São Paulo. O pagamento com cartão bancário corresponde apenas à tarifa da viagem realizada e não contempla as integrações tarifárias existentes entre ônibus, metrô e trens. Passageiros que dependem desses descontos precisam continuar utilizando os meios de pagamento que dão acesso ao benefício.

Bilhetes Edmonson de várias épocas do Metrô

Fim do bilhete magnético

A ampliação ocorre às vésperas do desaparecimento de outro meio de pagamento que acompanhou praticamente toda a história do Metrô paulista. O antigo bilhete Edmonson, com tarja magnética, deixará de ser aceito nas catracas em 31 de outubro.

Introduzido com a inauguração comercial do Metrô em 1974, o bilhete já deixou de ser vendido há alguns anos, mas unidades anteriormente adquiridas continuaram válidas. Segundo a companhia, cerca de 13,8 bilhões desses bilhetes foram utilizados ao longo de 52 anos.

As catracas exclusivas utilizadas no projeto-piloto do pagamento bancário serão gradualmente substituídas a partir da segunda quinzena de outubro. Os novos equipamentos passarão a aceitar também os demais meios de acesso, eliminando a necessidade de procurar um bloqueio específico para cada modalidade.