Parte da futura expansão da Linha 6-Laranja começa a ser construída

Obra da SE Pajeú prepara prolongamento ao norte, que ainda depende de novo aditivo para ser incorporado à concessão

Dois dos novos trens para a Linha 6-Laranja de metrô, estacionados no Pátio Morro Grande
Dois dos novos trens para a Linha 6-Laranja de metrô, estacionados no Pátio Morro Grande ((MetrôCPTM))

A Linha 6-Laranja ainda não concluiu a maioria de suas estações e parece longe da operação comercial, mas a Linha Uni já começou a viabilizar sua expansão além das 15 paradas da primeira fase.

A concessionária iniciou a mobilização do canteiro para a construção da Saída de Emergência (SE) Pajeú, estrutura prevista para a futura expansão do ramal metroviário na Zona Norte de São Paulo. A intervenção antecede a formalização do prolongamento, que ainda depende de um novo aditivo ao contrato de concessão.

O canteiro está localizado na Rua Deolindo Gonçalves, 223, na região da Brasilândia. Segundo a concessionária, as atividades serão realizadas de segunda-feira a sábado, das 7h às 17h, sem prazo informado para conclusão.

Embora faça parte da infraestrutura necessária para a expansão, a SE Pajeú foi incluída entre as intervenções antecipadas pelo governo paulista e pela Linha Uni no quarto aditivo ao contrato, assinado em dezembro de 2025.

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O acordo autorizou a execução de obras destinadas a compatibilizar o trecho atualmente contratado com a futura Fase III. Entre elas estão aproximadamente 446 metros de túneis entre o Pátio Morro Grande e a SE Pajeú e outros 450 metros entre o VSE Domingos Vega e Pajeú.

Localização aproximada onde será escavado o novo túnel da Linha 6-Laranja (iTechdrones)

Com isso, quase 900 metros de túneis relacionados ao prolongamento poderão ser executados antes que a expansão completa seja incorporada à concessão. A antecipação busca evitar que estruturas da primeira fase impeçam ou tornem mais complexa a continuidade da Linha 6 no futuro.

Expansão prevê duas estações ao norte

A extensão norte terá cerca de 2,7 km e acrescentará as estações Morro Grande e Velha Campinas depois de Brasilândia. O projeto também prevê estruturas auxiliares de ventilação e emergência.

A área necessária para a SE Pajeú já vinha sendo preparada. Em outubro de 2025, o governo estadual declarou de utilidade pública os imóveis necessários à implantação do poço, permitindo à concessionária conduzir as desapropriações.

O licenciamento também avançou neste ano. Em maio, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) concedeu a licença de instalação da Fase III, que engloba as expansões planejadas para a Linha 6.

O novo túnel de serviço e o esquema de vias aproximado (Metrô CPTM)

Isso, porém, não equivale à contratação dos prolongamentos. O aditivo assinado no fim de 2025 contempla obras preparatórias, enquanto a inclusão das novas estações e dos demais trechos no contrato da Linha Uni ainda exige outra alteração contratual e a definição de como os investimentos serão remunerados.

Durante a inauguração do primeiro trecho da Linha 6, em julho, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que o governo pretende assinar em 2027 o aditivo responsável pela expansão e iniciar as obras no mesmo ano. Na ocasião, o investimento nos prolongamentos foi estimado em R$ 10,3 bilhões.

Além da extensão ao norte, o projeto prevê prolongar a Linha 6 no sentido sudeste por cerca de 4 km a partir de São Joaquim, com quatro novas estações: Aclimação, Cambuci, Vila Monumento e São Carlos/Parque da Mooca.

A mobilização da SE Pajeú é, portanto, uma das primeiras intervenções físicas diretamente associadas à preparação desses prolongamentos, embora o contrato para construir a expansão completa da Linha 6 ainda não tenha sido formalizado.