Primeiro “tatuzão” da Linha 6-Laranja do Metrô começa a ser montado

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Equipamento que fará a escavação dos túneis entre a Marginal Tietê e a estação São Joaquim teve primeiras partes içadas para o poço de onde partirá
Primeiras partes do “tatuzão” já na vala de onde partirá no sentido São Joaquim (iTechdrones)

O primeiro dos dois tatuzões da Linha 6-Laranja do Metrô começou a ser montado pela Acciona, empresa que assumiu a concessão do governo do estado. Nesta sexta-feira, o canal iTechdrones, parceiro do site, flagrou partes do imenso equipamento já dentro da vala do VSE Tietê, canteiro de obras de onde ele partirá, possivelmente no final deste ano.

A construtora espanhola também retirou a maior parte dos toldos que protegiam as duas tuneladoras, fabricadas na China, revelando os diversos módulos que incluem as rodas de corte, parte frontal responsável pela escavação, e que foram pintadas na cor laranja. A que será usada primeiro fará o maior percurso, entre a Marginal Tietê e a estação São Joaquim, enquanto a segunda partirá pouco tempo depois no sentido do pátio Morro Grande.

Os dois equipamentos terão a tarefa de escavar solos diferentes: enquanto o tatuzão que passará por regiões como Pompéia, Perdizes, Higienópolis e Bela Vista avançará em um subsolo mais argiloso, o segundo encontrará rochas em seu caminho. A tuneladora Sul tem a missão de escavar 9.505 metros enquanto a Norte, 5.225 metros.

Processo ágil em distâncias longas

O uso do sistema de escavação TBM (Tunnel Boring Machine), ou shield, ocorre desde a década de 70 quando o Metrô estreou um equipamento que escavou o trecho entre Liberdade e São Bento, bem no centro antigo de São Paulo. De lá para cá, a tecnologia evoluiu e hoje esses imensos equipamentos têm sido utilizados em grande escala pelo mundo, não apenas para abrir túneis ferroviários.

Sua vantagem é conseguir escavar num ritmo muito veloz, de cerca de 15 metros por dia, já deixando o túnel pronto. Isso porque ao abrir caminho, a tuneladora executa a fixação de um anel de concreto (aduela) que dá acabamento à obra, ao contrário da escavação manual, que exige escoramentos, jateamentos de concreto e então o revestimento final.

Para viabilizar esse processo, o shield é constituído não só da roda de corte, como um transportador helicoidal que retira a terra e descarrega em esteiras que são montadas na parte anterior do equipamento e levam esses resíduos até poços, de onde são levados por caminhões. Por isso, é preciso uma grande logística para que funcionem como esperado, e que inclui também o abastecimento das peças das aduelas, fabricadas numa instalação em Perus.

Outro ponto importante nesse trabalho diz respeito às estações e poços de ventilação, que precisam ser escavados e receberem uma espécie de canaleta no fundo para que o “tatuzão” possa ser rebocado para a outra ponta após sua chegada. Ou seja, as estações Santa Marina e Água Branca deverão ser prioridade nos trabalhos da Acciona.

Para inaugurar a Linha 6 em 2025, a construtora terá de finalizar as escavações com os tatuzões por volta do final de 2023 e o começo de 2024, dependendo do trecho.

 

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3 comments
  1. Guarulhos,a maior cidade do estado de são Paulo exceto a Capital; ( um milhão e quatrocentos mil habitantes) sempre engeitada pelos sucessivos governos paulistas no aspecto mobilidade urbana ( metrô) Nunca chega em Guarulhos. É UM desrespeito aos GUARULHENSES!
    ATÉ QUANDO?

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