Escavações da extensão da Linha 2-Verde do Metrô enfim começam

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Mais de um ano após preparações, canteiros da estação Anália Franco e do VSE Falchi Gianini iniciaram a remoção de terra e a preparação das paredes diafragma
Movimento para valer: estação Anália Franco enfim começa fase de escavações (iTechdrones)

Dois canteiros de obras da extensão da Linha 2-Verde do Metrô até Penha finalmente começaram a fase de escavação dos poços nos últimos dias. Um deles é o VSE (saída de emergência) Falchi Gianini, o ponto mais próximo da estação Vila Prudente, e que foi mostrado pelo presidente da companhia em curto no vídeo nas redes sociais.

No local, o consórcio responsável passou a escavar o poço circular que servirá também para a construção do túnel até a atual estação terminal da ramal, além de ser o ponto final da primeira fase de trabalho do tatuzão da obra.

A outra frente de trabalho a iniciar as atividades no subsolo é a futura estação Anália Franco, uma das maiores do trecho e que também deixará pronto a estrutura básica para as plataformas da Linha 16-Violeta.

O canal iTechdrones, parceiro do site, gravou imagens aéreas do canteiro nesta terça-feira, 30, e que revelam uma intensa movimentação no local, com diversas máquinas, materiais e ferragens destinados às paredes diafragma da estação.

Método moderno de escavação

As obras da estação Anália Franco fazem parte do Lote 4, contratado junto ao “Consórcio Construtor Metrô Linha 2 – Verde – Lote 4”, originalmente formado apenas pela construtora Mendes Júnior, que está em recuperação judicial. Em 2020, a empresa de infraestrutura Powerchina tornou-se sócia da construtora brasileira a fim de propicar recursos para o projeto.

O consórcio decidiu usar uma técnica bastante moderna e efetiva para concretar as paredes diafragma da estação, que envolve as escavações com hidrofresa e “clamshell”, dois equipamentos capazes de abrir valas e preenchê-las com lama bentonítica ou polímero.

Posteriormente, esses espaços recebem armaduras metálicas e que são concretadas, formando a estrutura da parede. Segundo a empresa Geofix, que utiliza a técnica, trata-se de uma intervenção mais silenciosa que a cravação de estacas ou escoramento, além de proporcionar a travessia de camadas de grande resistência como rochas.

O método de hidrofresa e “clam shell” (Geofix)

Atraso por conta da pandemia

O início da fase de escavações contrasta com o primeiro ano bastante lento da obra. A despeito de existir um período de montagem de canteiros e mobilização de pessoal, fato é que a expansão da Linha 2-Verde ainda está muito aquém do esperado.

O próprio Metrô admitiu essa lentidão em seu relatório anual, mas culpou a pandemia que atrasou a liberação de licenças. “A evolução do empreendimento em 2020 foi impactada pelas restrições impostas pela COVID 19, notadamente com relação aos prazos de obtenção de licenças e liberação
ambiental para o início das obras”, diz a companhia.

Espera-se que os trabalhos ganhem velocidade e que o Metrô consiga encerrar a polêmica a respeito do Complexo Rapadura. O local onde será montado o “tatuzão” e servirá de estacionamento de trens quando a extensão estiver pronta, está parado por conta do protesto de moradores a respeito da derrubada de árvores na praça escolhida pela companhia para servir de canteiro de obras.

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