Ribeirão Pires receberá dois vagões históricos da CPTM para uso cultural

Carros das séries 2100 e 5000, além de trilhos e sucata, serão destinados a ações culturais no município

Ultimos trens da Série 2100 serão leiloados (CPTM)
Ultimos trens da Série 2100 serão leiloados (CPTM)

A Prefeitura de Ribeirão Pires oficializou a recepção de dois vagões ferroviários históricos da CPTM, que anteriormente operavam nas linhas metropolitanas de São Paulo. Os carros, agora considerados inservíveis para o transporte de passageiros, serão utilizados em projetos culturais e turísticos no município.

Os carros doados correspondem a unidades das séries 2100 (carro 2132) e 5000 (carro 5060), ambos fora de operação regular. Além dos vagões, a CPTM repassou 134 metros de trilhos, 101 dormentes e mais de duas toneladas de sucata ferrosa, com avaliação total de R$ 29,8 mil. O valor estimado de cada vagão é de R$ 48 mil. A estrutura doada permitirá a montagem de um espaço público para a exposição dos equipamentos.

A retirada e o transporte dos itens ficarão sob responsabilidade da Prefeitura de Ribeirão Pires, que fará o deslocamento a partir do Pátio da Lapa, na capital paulista. O acordo de transferência foi firmado sem custos para o município.

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Trilhos são instalados em futura área cultural em Ribeirão Pires (Fellipe Cruz/PMETRP)

Caminho da ferrovia no sécula 19

A entrega dos veículos ocorre em um contexto de valorização da história ferroviária da região. A ferrovia chegou à então Província de São Paulo em 16 de fevereiro de 1867, sendo a primeira implantada no estado e a quinta no território brasileiro. O desenvolvimento da malha foi fundamental para o surgimento das cidades do Grande ABC e para a dinamização econômica local.

“A chegada dos vagões também resgata a importância histórica da ferrovia para a região. Os trilhos chegaram à Província de São Paulo em 16 de fevereiro de 1867, sendo a primeira ferrovia em solo paulista e a quinta do Brasil, contribuindo decisivamente para o surgimento das cidades do então ABC e o desenvolvimento econômico local”, disse Elias Pereira da Silva, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo.

Os vagões das séries 2100 e 5000 integraram a frota que circulou por décadas nas linhas metropolitanas. Agora, fora de operação, serão destinados a ações educativas e memoriais, promovendo a preservação do patrimônio ferroviário.