Monotrilho da Scomi: empresa malaia pode assumir obras civis da Linha 17

Monotrilho da Scomi: empresa malaia pode assumir obras civis da Linha 17

Uma reviravolta nas obras da Linha 17-Ouro pode estar se desenhando nas próximas semanas. De acordo com o jornal Star, da Malásia, a fabricante de monotrilhos Scomi pode assumir a responsabilidade pela parte civil da linha do Metrô de São Paulo. Segundo a reportagem, a Scomi teria sido sondada pelo governo paulista com o intuito de assumir o trabalho deixado pelas suas parceiras Andrade Gutierrez e CR Almeida no Consórcio Monotrilho Integração.

Isso significaria tocar atividades como construção de pilares, capitéis e lançamentos de vigas-trilho, além, é claro, de cuidar do escopo na qual já estava acordada, de prover a parte de sistemas, energia e fabricação dos trens.

Kanesan Veluppillai, CEO da Scomi, revelou ao jornal que “Estamos acertando os detalhes para concluir o projeto do monotrilho da Linha 17.  Eles (Metrô) nos deram sinal verde para concluir as obras restantes”. Faltariam cerca de 30% dos trabalhos civis e de sistemas ainda, algo em torno de R$ 1,2 bilhão.

Além de fazer todo o trabalho, a Scomi estaria assumindo o compromisso de acelerar a obra, que hoje tem previsão de conclusão apenas em 2019, segundo o executivo. Caso isso ocorra, não será exatamente uma novidade para a empresa malaia. Ela construiu e opera o monotrilho de Mumbai, na Índia, e já mostrou interesse na concessão da Linha 17 que o governo paulista pretende formatar ainda em 2016.

É importante observar que o lote passível de ser completado pela Scomi não inclui o pátio e parte das estações, objeto de outros dois contratos suspensos com a Andrade Gutierrez e CR Almeida. Nesses casos, é mais provável que o segundo colocado de cada licitação seja chamado para concluir o trabalho ou, na pior hipótese, ser necessária uma nova concorrência.

Fábrica em Taubaté

A notícia vai de encontro ao anúncio pela Scomi da construção da sua primeira fábrica no Brasil, em Taubaté, no interior de São Paulo. A obra deve começar em março e já em agosto começar a operar provisoriamente. A vinda da empresa seria uma sinalização das suas intenções de firmar o pé no país, algo que andava ameaçado com os recentes problemas não apenas na Linha 17 como também na Linha 18 e no monotrilho de Manaus, projeto que ela ‘ganhou mas não levou’ até o momento.

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