Tatuzão Cora Coralina tem esteira de terra montada às vésperas de iniciar escavação

Equipamento deve retomar montagem dos túneis da Linha 2-Verde ainda em novembro, se cronograma do Metrô não atrasar

A esteira da tuneladora Cora Coralina montada na estação Penha
A esteira da tuneladora Cora Coralina montada na estação Penha (Reprodução)

A tuneladora Cora Coralina, da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, está muito perto de retomar as escavações da extensão do ramal até a Penha.

O enorme tatuzão, o maior já usado em obras na América Latina, foi remotado no fundo da vala da estação Penha após escavar um trecho de quatro estações na primeira fase.

A máquina agora terá pela frente mais três estações – Aricanduva, Guilherme Giorgi e Santa Isabel – antes de voltar ao Complexo Rapudura, onde começou seu trabalho.

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E agora imagens recentes revelam que além de aparentemente pronta, Cora Coralina já teve a esteira de retirada de material escavado montada.

O backup do tatuzão remontado em Penha (Reprodução)

Esteira diferente

Ao contrário do Complexo Rapadura, onde a esteira ficava na vala aberta do futuro estacionamento de trens, em Penha a estrutura está dentro da estação, que teve alguns pisos concretados para não atrasar sua construção.

O reflexo disso é que a esteira possui uma configuração diferente para levar a terra retirada pelo tatuzão para a superfície, onde é então depositada em caminhões para ser descarregada em locais na Grande São Paulo.

O Metrô planeja reiniciar a operação do tatuzão neste mês de novembro se não houver atrasos. O caminho até o Complexo Rapadura tem quase 3 km e deve ser feito em cerca de um ano.

A estação Penha, no entanto, ainda terá de esperar a partida de um segundo tatuzão, chinês como Cora Coralina, que deve desembarcar no Brasil em breve. Ele escavará de Penha até Dutra no trecho de cinco estações que levará a Linha 2-Verde até Guarulhos.