Tatuzão da Linha 2-Verde ‘corre’ e já se posiciona para voltar a escavar a partir de Aricanduva
Equipamento que chegou à futura estação do Metrô na semana passada foi arrastado até perto da posição de emboque para ser reativado em breve
Após um trecho desafiador, a tuneladora ‘Cora Coralina’ já está quase na posição de onde partirá da estação Aricanduva, na zona leste de São Paulo. O canal iTechdrones, parceiro do site, flagrou o enorme tatuzão já próximo de ser posicionado no emboque do túnel que escavará no sentido da estação Guilherme Giorgi.
O equipamento havia chegado à Aricanduva na segunda-feira, 13, após encontrar solo menos estável pouco antes. Cora acabou pausando as escavações por algumas semanas, o que prejudicou o bom ritmo conseguido entre Penha e o VSE Soares Neiva, onde havia chegado em 28 de janeiro, avançando cerca de 330 metros em um mês.
Pela lógica, o equipamento deveria ter derrubado a parede da estação Aricanduva por volta do começo de março já que a distância até lá era de pouco mais de 320 metros.
Estação Aricanduva usa método de poços secantes (iTechdrones)
Ao site, o Metrô negou que problemas, afirmando que a situação é comum e não afeta o andamento da obra, porém, a tuneladora acabou registrando um avanço médio diário de apenas 6,5 metros, aproximadamente, quando costuma superar 10 metros diariamente.
Agora, tudo indica que o consórcio responsável apressou a ‘pausa’ em Aricanduva, já arrastando a tuneladora até o ponto de partida. Lá será montado um anteparo de apoio para que a montagem dos anéis possa começar na parte externa e assim permitir a escavação das paredes.
O canal também mostrou como a estação, construída no método de poços secantes, avançou bem após a ser a última a sair do papel. Já há várias estruturas prontas, incluindo escadas fixas. O método é o mesmo usado em estações como Brooklin, da Linha 5-Lilás.
Estação Guilherme Giorgi (iTechdrones)
O caminho até a estação Guilherme Giorgi, mostrada pelo drone de longe, também passará um poço de ventilação. De lá restante ainda a estação Santa Isabel até que Cora Coralina volte ao Complexo Rapadura, onde começou seu trabalho há mais de dois anos.





