TIC Trens estuda Trem Intercidades para Campinas com vias duplicadas

Projeto original prevê apenas um trilho com pontos de ultrapassagem em determinados locais

Trem regional fictício com as cores da TIC Trens
Trem regional fictício com as cores da TIC Trens (Imagem gerada por IA)

O projeto do Trem Intercidades (TIC) até Campinas pode sofrer uma mudança importante antes mesmo do início das obras: a adoção de duas vias em boa parte do percurso.

Segundo confirmou a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) ao MetrôCPTM, a concessionária TIC Trens estuda a duplicação do trecho entre a Estação Água Branca, na capital, e a parada intermediária em Jundiaí. O pedido foi feito em maio e recebeu sinal verde do governo estadual para elaboração de estudos de viabilidade, que estão em andamento.

A análise leva em conta fatores como topografia, demanda projetada, disponibilidade de espaço e infraestrutura existente.

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Serviços da concessão do Trem Intercidades para Campinas e Jundiaí (TIC Trens)

By-pass em trechos entre Jundiaí e São Paulo

Pelo contrato de concessão, o TIC Campinas deveria operar majoritariamente em via única, com alguns pontos de ultrapassagem — os chamados bypass — para permitir a circulação dos trens em sentidos opostos. A duplicação, no entanto, traria benefícios como maior agilidade nas viagens e a possibilidade de ampliar a oferta de partidas, já que cada sentido teria seu próprio trilho, como ocorre nas linhas atuais de trem metropolitano.

A Artesp não informou prazo para a conclusão dos estudos, mas o cronograma do projeto prevê que as obras comecem em maio de 2026, o que exige uma definição até essa data.

O serviço expresso entre São Paulo e Campinas terá tempo estimado de 64 minutos, com parada em Jundiaí. Os trens, projetados para velocidade máxima de 140 km/h (podendo atingir 160 km/h), devem oferecer mais conforto que os metropolitanos, incluindo bagageiros, assentos diferenciados e até possibilidade de serviço de bordo. A ideia é tornar o TIC uma alternativa competitiva frente ao transporte rodoviário por ônibus.

 

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Lucas
Lucas
8 meses atrás

É o mínimo que se espera né

Ligeiro
Ligeiro
8 meses atrás

O gozado é que a via eta originalmente duplicada, mas o abandono acabou deixando-a singela.

Andre
Andre
8 meses atrás
Responder para  Ligeiro

Leu bem? Esta falando do trecho entre jundiai e agua branca. O trecho de via abandonada é entre campinas e Jundiaí…

Ligeiro
Ligeiro
8 meses atrás
Responder para  Andre

Li. O trecho São Paulo – Jundiaí tem várias vias e pouco espaço para ampliação. O trecho Jundiaí – Campinas está semi-abandonado, só sendo operado para cargas eventuais. Próximo!

Diego
Diego
8 meses atrás

Já que o TIC será segregado das linhas dos trens metropolitanos, por que não implantam para ele bitola internacional de 1435mm e eletrificação de 15KV em corrente alternada?

Juca Ribeiro
Juca Ribeiro
8 meses atrás
Responder para  Diego

Qual é a bitola atual ou prevista?

Ligeiro
Ligeiro
8 meses atrás
Responder para  Juca Ribeiro

A atual na malha brasileira salvo engano é a irlandesa (1,6 mt) nos eixos principais da CPTM.
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Bitola_larga_no_Brasil

Ligeiro
Ligeiro
8 meses atrás
Responder para  Diego

a malha CPTM e de carga é 1,6 de bitola. mudar isso é gasto inutil.

Diego
Diego
8 meses atrás
Responder para  Ligeiro

Mas é aí que eu questiono:
Como será mais caro, se a linha do TIC será segregada e não mudará em nada a linha da CPTM?
E com a bitola internacional de 1435mm ao invés da bitola de 1,60 ocupará menos espaço para a construção da linha, e ao uso da eletrificação de 15KV CA permitirá um número reduzido de subestações primárias.

kiritsu
kiritsu
8 meses atrás
Responder para  Diego

Se ganha somente um 1m no máximo fazendo isso, é quase nada, e tudo isso pra inutilizar a interoperabilidade da linha, se der qualquer problema em qualquer uma das linhas elas podem utilizar as vias das outras linhas, bitola internacional já é ruim de qualquer forma sinceramente

Ligeiro
Ligeiro
8 meses atrás
Responder para  Diego

Primeiro porque tem que se partir do princípio que boa mobilidade pode ter opções para questões de emergência e segurança. Se já há um padrão usado, vamos usa-lo. Se vai usar em compartilhamento, basea-se no que já está ativo e acabou.

Se fosse um sistema completamente segregado é outra história. Só que fazer bitolas e sistema de energia diferentes é algo que aqui ainda não dominamos e provavelmente a importação de tecnologias assim (pois a Europa adota sistemas de transição de linhas com conversores de bitola e de energia) terá um alto custo. Não que não seria bacana isso, mas empresariado brasileiro quer lucro rápido.

Diego
Diego
8 meses atrás
Responder para  Ligeiro

Isso é verdade, embora que as linhas 4 e 5 e a futura linha 6 do metrô escolheram a bitola de 1435mm
kkk

Ligeiro
Ligeiro
8 meses atrás
Responder para  Diego

O ponto aí na sua diferenciação é que as linhas citadas já são segregadas, ao pouco que sei não há ligações físicas (notórias) que possam permitir integração entre tais. Enquanto que as linhas 1, 2 e 3 do metrô possuem – mas também foram construídas com esta intenção, permitindo até a redistribuição da frota quando necessário.

Lembre-se que os Trens InterCidades vão partir de um ponto comum – Água Branca. A não ser que já de projeto TODA a linha será segregada, você não precisa de todo um anteparo para integrar um serviço de bitola 1,6 em um serviço de bitola “universal”.

E como falei, nada contra também. Europa tem isso, mas isso devido a integração entre linhas – há linhas de longa distância que passam por países onde houve diferenciação de bitola, com isso sendo necessário projetar trens que pudessem mudar sua bitola durante a viagem e de forma “sem falhas”. Enfim.

Guilherme
Guilherme
8 meses atrás
Responder para  Diego

Atualmente as ferrovias brasileiras são padronizadas em bitola métrica (estreita) e larga.

Guilherme
Guilherme
8 meses atrás

Via Dupla só será possivel com a construção do Ferroanel Norte qua ainda não saiu do papel e cogitava usar a faixa de domínio do Rodoanel Norte evitando custos de desapropriação e tirando o tráfego dos trens cargas. Outra alternativa seria mais ao norte pegando o traçado da Rodovia Dom Pedro I (Campinas – Jacareí) e se conectando com Varzea Paulista seguido o antigo trajeto da extinta Estrada de Ferro Bragantina desativada nos anos 60.

Ligeiro
Ligeiro
8 meses atrás
Responder para  Guilherme

Bitola Métrica acho que só poucos pontos, não? Pq a maioria da malha ativa é recente e baseada na irlandesa.