Linha 6-Laranja recebe 14º trem, mas continua utilizando apenas dois na operação assistida
Frota chegará a 22 unidades quando operação plena começar. Trecho aberto ao público, no entanto, ainda funciona com uma composição em cada via
A Linha 6-Laranja recebeu nesta sexta-feira, 14, o 14º dos 22 trens previstos para sua frota. Mas, apesar da quantidade significativa, a operação assistida iniciada em julho utiliza apenas duas composições, uma em cada via, no pequeno trecho aberto ao público.
Fabricado pela Alstom em Taubaté, o novo trem foi transportado até o Pátio Morro Grande, onde seus carros serão acoplados antes do início dos testes. Restam agora oito unidades para completar a encomenda destinada ao novo ramal.
A diferença entre a frota já entregue e aquela efetivamente necessária neste momento é consequência do estágio bastante inicial da operação da Linha 6. Somente seis das 15 estações estão abertas: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, SESC-Pompeia e Perdizes.
Mesmo essas estações ainda permanecem em obras. Santa Marina é a mais próxima da conclusão, com mais de 99% dos serviços executados. Como o atendimento ocorre apenas de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, as intervenções prosseguem nas áreas isoladas dos passageiros e fora do período de funcionamento.
Carro do novo trem da Alstom é desembarcado em Morro Grande (GESP)
O arranjo operacional também é bastante diferente daquele previsto para a linha concluída. Os dois trens atualmente utilizados fazem viagens de ida e volta pelas vias separadamente, sem que a infraestrutura permita explorar ainda a capacidade para a qual a Linha 6 foi projetada.
Brasilândia e Itaberaba devem abrir em outubro
O próximo avanço previsto pelo governo estadual ocorrerá em outubro, quando a meta é incorporar as estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado. Ainda assim, a operação deverá continuar restrita enquanto prosseguem os testes e as obras no restante do ramal.
Uma mudança mais significativa é esperada apenas no início de janeiro. A previsão é criar uma ligação provisória com a Linha 11-Coral por meio de Água Branca, já que a Linha 6 ainda não contará naquele momento com a integração definitiva prevista com a Linha 7-Rubi.
A solução estudada prevê um trem fazendo viagens de ida e volta entre Água Branca e Palmeiras-Barra Funda para permitir que os passageiros da Linha 6 alcancem a rede ferroviária e façam outras conexões.
Totem da estação Água Branca com a Linha 11 incluída (Willian Moreira)
Ainda não está claro quantos dos 22 trens serão necessários nessa etapa. Mesmo as 14 composições já entregues representam uma quantidade muito superior àquela que o trecho atualmente em operação consegue utilizar.
Quando estiver completa, a situação será bastante diferente. A Linha 6 terá 15,3 km e 15 estações entre Brasilândia e São Joaquim. Os trens foram projetados para operação automática GoA4 e a infraestrutura deverá permitir intervalos próximos de dois minutos nos períodos de maior movimento.
