TIC Trens vê gargalo em mão de obra em novas concessões

Concessionária está discutindo com Senai lançamento de cursos de formação para técnicos de base

Simulador de trem da CPTM
Simulador de trem da CPTM

São Paulo tem hoje três operadoras de trens privadas em atividade plena na região metropolitana, ViaQuatro, ViaMobilidade 5 e 17 e ViaMobilidade 8 e 9, todas do mesmo grupo, o Motiva. No entanto, a partir do final do mês se juntará a elas a TIC Trens, à frente da Linha 7-Rubi, inicialmente.

Ela não está sozinha: no ano que vem teremos ainda a ‘irmã’ Trivia Trens, que assumirá as linhas 11, 12 e 13 da CPTM, e a Linha Uni, que hoje constrói a Linha 6-Laranja de metrô, prevista para ser inaugurada parcialmente em outubro de 2026. 

E a fila vai andar já que estão no horizonte os leilões das linhas 10-Turquesa e 14-Ônix, o TIC Eixo Oeste (Sorocaba) e a Linha 16-Violeta, para nos centrarmos apenas nesta gestão.

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Em comum, muitas empresas sedentas por mão de obra qualificada a fim de dar conta da demanda de passageiros e dos planos de expansão e modernização.

Projeto da estação Água Branca (TIC Trens)

É esse gargalo que preocupa Pedro Moro, presidente da TIC Trens. Na entrevista concedida à revista Exame na semana passada, o executivo reconheceu que a situação é preocupante.

“Em projetos e obra hoje você tem uma dificuldade muito grande de projetista”, disse ele, acrescentando que as empresas de projeto não tem encontrado profissionais de engenharia e arquitetura no mercado.

Cursos do Senai

A TIC Trens, no entanto, conseguiu formar um time próprio de engenharia na área de sistemas e obras civis, trazendo profissionais bem qualificados do mercado.

Já na área metroferroviária, Moro admitiu que o problema está na formação de técnicos de base. “Os técnicos de manutenção, por exemplo, você tem pouquíssima formação nos últimos anos”.

A mão de obra existente hoje está no Metrô, CPTM ou das operadoras privadas, ou seja, um grupo pequeno.

Centro de formação de maquinistas da CPTM em parceria com o Senai (Jean Carlos)

Para reverter a situação, a empresa está conversando com o Senai para oferecer cursos técnicos de formação. Moro, entretanto, tem ciência que o resultado desse esforço ainda vai demorar a gerar resultados.

Curiosamente, a TIC Trens instalou sua sede na Lapa onde antes funcionava a Escola de Maquinistas da CPTM, que era gerida pelo Senai.

Veja a entrevista na íntegra aqui