Tribunal de Contas do Rio libera construção da estação Gávea do Metrô

Conselheiros aprovaram Termo de Conduta que abre caminho para que a estação da Linha 4 do Metrô do Rio seja concluída

Os dois poços da estação Gávea cobertos
Os dois poços da estação Gávea cobertos:(GE)

A retomada das obras da estação Gávea da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro está mais próxima de ocorrer após o Tribunal de Contas do estado (TCE-RJ) ter aprovado o Termo de Ajustamento de Conduta nesta quinta-feira, 25.

O aval foi unâmine em liberar o acordo fechado entre a concessionária MetrôRio e o estado para que ela assuma a conclusão da obra arcando com até R$ 600 milhões – o restante, cerca de R$ 90 milhões, será bancado pelo estado.

Até então, o trabalho era de responsabilidade do consórcio Rio-Barra. Como contrapartida, a operadora privada terá seu contrato de concessão renovado por mais 10 anos.

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Estação Gávea será uma extensão a partir de São Conrado
Estação Gávea será uma extensão a partir de São Conrado (GE)

Agora o TAC deverá ser assinado pelos entes envolvidos, ou seja, as construtoras, o governo e o Ministério Público e então ser homologado na Justiça.

A previsão é que as obras sejam retomadas já em novembro e o primeiro passo será drenar a água que tomou conta do poço já escavado da estação. Na região também está a tuneladora alemã que escavou parte dos túneis da Linha 4.

A presença de água foi uma técnica para manter a estabilidade do subsolo que havia sido escavado há quase 10 anos.

A estação Gávea será a 7ª da Linha 4, mas sua localização é mais ao norte do que o eixo do ramal. Para chegar ao restante da malha, os passageiros terão de ir até São Conrado e então seguir viagem.

A estação Gávea será a mais profunda do Rio e ponto de partida para futuras expansões sentido o centro (Reprodução)
A estação Gávea será a mais profunda do Rio e ponto de partida para futuras expansões sentido o centro (Reprodução)

O plano original era que Gávea fosse a primeira parada de um “braço” que incluíria as estações Jockey e Humaitá.

O acordo colocará fim também em processos que investigam desvios no consórcio que inclui as construtoras Novonor (ex-Odebrecht), Carioca Engenharia e Queiroz Galvão.

Embora opere a Linha 4 integrada com as linhas 1 e 2, a MetrôRio não tinha a concessão oficial da primeira. Agora os três ramais serão de fato uma única concessão.