Última semana para usar o bilhete magnético no Metrô de São Paulo

Bilhete Edmonson será aceito somente até sábado (31); unidades não utilizadas poderão ser trocadas até janeiro de 2027

Leitor de bilhete Edmonson (Jean Carlos/SP Sobre Trilhos)

Os passageiros têm até este sábado, 31 de outubro, para utilizar os antigos bilhetes magnéticos do Metrô de São Paulo. Após 52 anos de operação, o modelo conhecido como Edmonson deixará de ser aceito nas catracas a partir de domingo, 1º de novembro.

A retirada abrange as linhas operadas diretamente pela Companhia do Metrô: 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Quem ainda guarda exemplares válidos deve, portanto, utilizá-los ao longo desta última semana.

Os bilhetes que não forem usados dentro do prazo poderão ser trocados entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. O Metrô deverá disponibilizar postos específicos para o atendimento, mas os locais e os procedimentos para a substituição ainda serão divulgados pela companhia.

Bilhete deixou de ser vendido em 2021

Embora permaneça válido até o fim deste mês, o Edmonson passou a desaparecer nas estações há mais de cinco anos.

A substituição começou com a implantação experimental do bilhete unitário em QR Code, em setembro de 2019. A retirada das vendas ocorreu gradualmente a partir de agosto de 2020 e, em abril de 2021, todas as estações operadas pelo Metrô passaram a vender exclusivamente o QR Code.

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Desde então, somente bilhetes magnéticos adquiridos anteriormente continuaram circulando. Mesmo em processo de desativação, o Edmonson ainda respondeu por 0,9% das entradas na rede em 2025, com média de aproximadamente 20 mil utilizações nos dias úteis.

Bilhetes Edmonson de várias épocas do Metrô

Quais são as alternativas ao bilhete magnético?

Com a aposentadoria do Edmonson, os passageiros poderão continuar utilizando o Bilhete Único, o cartão TOP e os bilhetes unitários com QR Code, disponíveis em formato impresso ou digital.

Também é possível pagar a passagem diretamente nas catracas com cartões de crédito e débito por aproximação das bandeiras Elo, Mastercard e Visa. Celulares, relógios inteligentes e outros dispositivos com carteira digital compatível também são aceitos.

No caso do pagamento bancário por aproximação, porém, é cobrado o valor integral da viagem, sem os descontos de integração tarifária com os ônibus. Passageiros que utilizam esses benefícios devem continuar usando Bilhete Único ou TOP.

Outra novidade é a possibilidade de pagar por Pix nas máquinas de autoatendimento para emitir o QR Code. O recurso começou a ser implantado em 20 de outubro na Linha 1-Azul e deve estar disponível nas linhas 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata até sexta-feira, dia 30.

Bilhete acompanhou o Metrô desde a inauguração

O Edmonson começou a ser utilizado em 14 de setembro de 1974, quando o primeiro trecho comercial do Metrô de São Paulo foi inaugurado entre as estações Jabaquara e Vila Mariana, na então Linha Norte–Sul, atual Linha 1-Azul.

Considerado moderno na época, o pequeno cartão de papel com tarja magnética acompanhou a expansão da rede e se tornou parte da rotina de diferentes gerações de passageiros. Segundo o Metrô, aproximadamente 13,8 bilhões desses bilhetes foram utilizados durante os 52 anos de operação.

O nome faz referência ao sistema de emissão de passagens desenvolvido no século XIX pelo ferroviário inglês Thomas Edmondson. A tecnologia utilizava cartões previamente impressos e numerados, posteriormente adaptados para receber a tarja magnética.

Bilhete QR Code impresso (GESP)

Equipamentos ficaram obsoletos

Segundo o Metrô, a retirada definitiva ocorre porque o sistema de leitura dos bilhetes se tornou obsoleto. Os mecanismos instalados nas catracas apresentam problemas de manutenção e já enfrentam falta de peças de reposição.

A operação do Edmonson também exige uma estrutura própria de fabricação, transporte, armazenamento seguro, distribuição e controle de estoque. Com a adoção do QR Code e dos pagamentos eletrônicos, a companhia conseguiu reduzir parte desses custos e a necessidade de manutenção preventiva dos bloqueios.

Assim, o encerramento marcado para sábado representa não apenas a retirada de uma antiga forma de pagamento, mas o fim de um elemento presente no Metrô de São Paulo desde o seu primeiro dia de operação.