ViaMobilidade pode ser multada em até R$ 4 milhões pelo descarrilamento na Linha 9-Esmeralda
Ocorrência registrada na noite do último domingo, prejudicou o atendimento aos passageiros inclusive no horário de pico desta segunda, 27
Após o descarrilamento registrado na noite do último domingo, 26, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), se manifestou informando sobre a possibilidade da aplicação de multa no valor de até R$ 4 milhões para a ViaMobilidade/Motiva.
De acordo com o órgão do governo, o incidente na Linha 9-Esmeralda será analisado por corpo técnico em busca de identificar as causas e medidas adotadas pela concessionária.
Na ocasião, a falha deixou o trecho da linha na região da Berrini operando com maiores intervalos entre 23 horas do domingo, até perto das 7 horas da segunda, dia 27, impactando o horário de pico da manhã, com maior movimento de pessoas.
Se for identificado o descumprimento contratual pela ViaMobilidade, será instaurado processo sancionatório de aplicação das penalidades, com valores iniciais em R$ 40 mil, mas que podem chegar a cifra milionária.
Leia a seguir a nota na íntegra da ARTESP:
“A Artesp fiscaliza e acompanha continuamente todos os registros de falhas e incidentes nos sistemas de transporte concedidos no Estado. A Agência já solicitou à concessionária responsável as informações detalhadas sobre o descarrilamento registrado na noite deste domingo (26) na Linha 9-Esmeralda, incluindo relatório técnico completo com as causas do incidente e as medidas adotadas.
A partir da análise desses documentos, a Artesp realizará avaliação técnica rigorosa e, caso seja constatado descumprimento contratual, poderá instaurar processo sancionatório para aplicação das penalidades cabíveis, incluindo multa entre R$ 40 mil e R$ 4 milhões.”

Espero que a Artesp continue rigorosa assim, só espero que não demore muito para aplicar a multa.
Dá em nada, depois a Via calamidade pede reequilibrio financeiro
o gesp vai converter em supostos investimentos para a desmotiva
Justo! As concessões são uma realidade no Estado de São Paulo e as medidas balizadoras devem ser tomadas.
A multa, se houver, será na forma de NÃO repassar o valor equivalente a multa para a concessionária
Essa multa tem que ser de fato cobrada, nem que seja abatendo o seu valor (à vista) das remunerações que o governo paga regularmente à concessionaria.
Só NÃO PODE converter a multa em “investimentos futuros”. Sem essa!!!
Esse tipo de descarrilamento tem sido um tanto frequente nos últimos anos
No começo da concessão alegava-se que então ViaMobilidade tinha acabado de pegar a Linha. Agora essa desculpa não cola mais!
Provavelmente vão entrar com recurso contra estas multas e não vão pagar. Depois do que está acontecendo nas linhas 8 e 9 que foram concedidas deveriam ter questionado para que fizeram a concessão? O objetivo da iniciativa privada é o lucro as pessoas deveriam saber disto.
Eu quero estar vivo pra ver essa empresa se afundar na dívida… destruíram a vida de muitos funcionários bons e continuam a de passageiros diariamente…
Infelizmente só vão ser parados quando houver morte de muitos passageiros… caminha pra isso, visto que o corpo diretivo e operacional é de quinta categoria.
É a SuperVia paulistana kkkkkkkkkkkkkk
Vai nada isso já virou uma grande brincadeira! A quantidade de multas que deveriam ser aplicadas, acredito eu, daria para construir uma nova linha!
Cadê essas multas aonde estão? Onde foram aplicadas?
Eu só vejo a solicitação de pedido de reequilíbrio econômico para Estado por parte da empresa.
Assim é fácil!
Agora sabemos quem carregava as linhas ferroviárias nos ombros eram a qualidade do material humano que havia na CPTM, que fazia mais com menos!!!
qual o sabor? mussarela, calabresa, portuguesa …
Infelizmente, antes acreditava muito nessas concessões, principalmente pela linha 4-amarrela (mas vou dar uma opinião: passando pela via, percebi que vários trechos de túnel que antes eram iluminados, hoje em dia estão bem escuros, coisa que pode vir a se tornar um problema, caso houver falha de trem no meio do trajeto, e os passageiros tiverem que andar nas passarelas de emergência), hoje em dia, vejo que esse tipo de concessão foi totalmente equivocada, pois, o pensamento de empresas privadas é inicialmente ter lucros, para depois reinvestir, não que esteja errado, mas isso dentro de um campo de produtividade industrial, ou deveria ser, mas com um modelo de capitalismo financeiro aonde o rentismo é o principal fator, aonde, ao invés de utilizar o lucro para reinvestir na produtividade e gerar mais produtos, baixando os custos e tornando produtos acessíveis a mais consumidores, você utiliza esse lucro em carteiras de renda fixa, aonde o dinheiro parado gera lucro, enfim, esse tipo de pragmatismo não se encaixa em setores estratégicos, nem mesmo em setores de transporte coletivo, o que gera todo esse transtorno, a única ressalva que eu faria, se ao invés de conceder totalmente as linhas as empresas privadas, houvesse uma parceria publico-privado, aonde o poder publico entraria com a mão de obra especializada, materiais e os ativos financeiros, e o poder privado entrasse com a gerencia e administração burocráticas (já que diferente de estatal, aonde o tramite burocrático tem que passar por vários ritos, que podem atrasar uma obra, como no caso das estações Varginha e Mendes Vila Natal que levaram uma década até serem construídas, e estações como João Dias e Ambuitá que foram construídas em pouquíssimo tempo (João Dias levando menos do que 2 anos), e muitas dessas obras em mãos de estatais acabam sendo judicializadas, como já vimos casos de empresas que entram na justiça porque não concordaram com a decisão de uma estatal), talvez, esse tipo de situação não acontecesse, mas o fato é que, infelizmente, e tenho que falar sobre esse assunto toda vez, nosso país é desindustrializado, e como consequência, até para comprar trilhos se torna muito caro, o país precisa urgentemente de um caminho para o desenvolvimento nacional da indústria interna, mas esse é um tipo de assunto que ninguem quer dialogar sobre.