ViaQuatro ficará à frente da Linha 4-Amarela por mais 20 anos

A concessionária deve construir toda a expansão até Taboão da Serra e realizar a aquisição de novos trens.

Plataforma da etação Pinheiros, da Linha 4-Amarela
Plataforma da etação Pinheiros, da Linha 4-Amarela (Jean Carlos)

O Governo de São Paulo publicou nesta segunda-feira (29), o décimo aditivo contratual celebrado com a concessionária ViaQuatro, operadora da Linha 4-Amarela de metrô na capital paulista.

O documento em questão contém as informações sobre o acordo, ampliando o prazo final da concessão em mais 20 anos para a administração da empresa pertencente à Motiva.

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A partir de agora a empresa deve gerenciar a Linha 4-Amarela até o ano de 2060, uma vez que antes o prazo final era 2040 e em razão das novas obrigações contratuais, o Estado definiu ser necessário estender este vínculo.

Obrigações da concessionária

No aditivo nº 10 fica a empresa obrigada a executar todas as obras de expansão até a cidade de Taboão da Serra, incluindo as duas estações, túneis, saídas de emergência e ventilação e implantação de nova subestação de energia.

Serão 3,3 km de via e devem ser adquiridos seis novos trens para atender a demanda do trecho, se somando a frota atual existente.

Estes trens precisam possuir características similares com as composições já existentes e em operação, como o mesmo sistema de controle e espaço aberto entre os carros no seu interior (open gangway).

Já as estações serão a Chácara do Jóquei e a Taboão da Serra, essa última no município de mesmo nome, vizinho à capital e com a presença de um terminal de ônibus urbano, permitindo a integração entre os modais trilhos e pneus.

Desequilíbrio financeiro a favor da ViaQuatro

A celebração do aditivo contém informações sobre novo desequilíbrio financeiro do contrato, este ligado exclusivamente as obras de extensão da linha 4 até Taboão, perfazendo o valor total de R$ 3.214.063.739,59, na data base de fev/2025.

Como divulgado por este site, além disso, soma-se a este montante a quantia de R$ 531.705.443,34, também na data-base de fev/25,devido aos atrasos na entrega da Fase 2 da linha por parte do Governo do Estado.

A fase II contempla a operação plena de todas as estações previstas no trecho entre São Paulo-Morumbi e Luz e especialmente a estação Vila Sônia, última a entrar em funcionamento.