Acciona entregou estudos da Linha 16-Violeta ao governo do estado

Levantamento de informações incluiu estudos técnicos e de demanda além de aspectos jurídicos e econômicos. Ramal deve ser leiloado em 2026

Linha 16-Violeta
Linha 16-Violeta

A Acciona Construcción S.A entregou os estudos de viabilidade da Linha 16-Violeta de metrô no dia 27 de junho, conforme apurou este site.

Os documentos, divididos em cinco “produtos”, foram disponibilizados pela construtora espanhola à Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), que agora irá analisar as informações levantadas.

A data era o limite do prazo fornecido pelo governo do estado para que a Acciona concluísse os estudos após um adiamento solicitado por ela.

Eles fazem parte do Chamamento Público nº 0001/2024, lançado pela gestão estadual no ano passado após a própria Acciona apresentar uma Manifestação de Interesse Privado (MIP) pela Linha 16, até então projetada pelo Metrô de São Paulo.

Apenas a empresa espanhola propôs realizar os estudos mediante um ressarcimento de pouco mais de R$ 42 milhões.

O traçado original da Linha 16 até Cidade Tiradentes (CMSP)

A Acciona entregou estudos técnicos para execução da obra, levantamentos sobre o potencial de demanda do ramal, uma avaliação sócioambiental e outra jurídica e regulatória, além de um estudo de viabilidade econômico-financeira. Os documentos, contudo, não estão acessíveis ao público.

Leilão em 2026

Com um projeto original de 33 km e 23 estações, a Linha 16 deveria ligar a estação Oscar Freire com a Cidade Tiradentes, passando pela estação Paraíso. A Acciona, no entanto, propôs inicialmente construir um trecho menor, de 16 estações, passando pela região central e terminando em Abel Ferreira.

Trajeto da Linha 16-Violeta proposto pela Acciona

Além disso, a empresa sugere que o traçado seja alterado mais para o sul após a estação São Carlos, a fim de afastá-la da Linha 6-Laranja. Com isso, a conexão conjunta com as linhas 1-Azul e 2-Verde se daria em Ana Rosa.

Os dados iniciais também apontam para o uso de um dos tatuzões da Linha 6 e uma construção convencional em vez das propostas feitas pelo Metrô, de utilizar métodos inovadores como uma tuneladora mais larga, elevadores de alta capacidade e vias com inclinação maior para deixar as estações menos profundas.

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Com as informações levantadas pela Acciona, o governo irá agora se debruçar no projeto e decidir se acolhe as sugestões no edital, que deve ser levado à consulta pública até o final do ano.

A previsão é de publicar o edital até março de 2026 e o leilão ser realizado no segundo trimestre do ano que vem. Nesse cenário, o contrato seria assinado até setembro de 2026, portanto, ainda dentro da atual gestão.