Como está a operação na Barra Funda após um mês sem o Serviço 710?

Passageiros que antes seguiam a viagem de forma direta precisam agora trocar de trem em plataforma insuficiente para essa finalidade. Site visitou estação

Desde 28 de agosto de 2025, o Serviço 710 terminou e os passageiros precisam trocar de trem na estação Palmieras-Barra Funda.
Quando dois trens chegam ao mesmo tempo, a plataforma não comporta a demanda.

No último domingo, 28 de setembro, foi completado o primeiro mês do término do Serviço 710 que era a operação unificada das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa de trens urbanos em São Paulo, obrigando todos os passageiros, independente do sentido, a desembarcar em Palmeiras-Barra Funda para uma baldeação antes inexistente.

Isso é necessário porque a Linha 7 será administrada pela TIC Trens de forma integral a partir do final de novembro e a Linha 10 (CPTM) passou a chegar em Barra Funda para manter a continuidade da viagem. Mas mas como está a operação após 30 dias de mudanças?

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A reportagem deste site acompanhou o movimento no horário de pico do fim da tarde nesta segunda, 29, de pessoas indo em direção a Jundiaí, centro e ABC Paulista, constatando que intervenções na estação são mais que urgentes.

Desde 28 de agosto de 2025, o Serviço 710 terminou e os passageiros precisam trocar de trem na estação Palmieras-Barra Funda.
Passageiros na plataforma da Linha 7-Rubi em Palmeiras-Barra Funda.

Intervalos entre os trens foram mantidos

Em um recorte de 30 minutos entre às 17h30 e 18h00, foi verificado o tempo médio do intervalo entre os trens nas duas linhas, a 7-Rubi e 10-Turquesa.

Nesse período de tempo, tanto a linha 7 como a 10 mantiveram uma média de 3 minutos de espera pelos trens, levando em conta o horário da partida e chegada do trem seguinte.

Já o tempo de permanência na plataforma de cada trem parado foi em média entre dois a três minutos contando as portas abertas.

Área das plataformas

As plataformas utilizadas são as mesmas desde o término do 710, a de número 5 para a Linha 7-Rubi e a plataforma 6 para a Linha 10-Turquesa.

Quando os trens chegam, as pessoas “se cruzam” entre pilares, bancos e outros obstáculos para chegar ao outro lado.

Algumas pessoas correm, outras esperam o trem seguinte, enquanto algumas se irritam devido ao desconforto, já que antes se a pessoa, por exemplo, entrasse em um trem em Jundiaí, não precisaria trocar para outro e chegar em Rio Grande da Serra.

A baldeação deixa evidente a necessidade de obras urgentes no espaço, pois apenas um elevador é insuficiente. Também a quantidade de escadas não comporta a volume de pessoas, problema antigo desde antes da concessão da 7-Rubi, e que não foi resolvido.

Desde 28 de agosto de 2025, o Serviço 710 terminou e os passageiros precisam trocar de trem na estação Palmieras-Barra Funda.
Mezanino utilizado para acesso as linhas de trem na Barra-Funda.

Atualmente, os passageiros nessas duas plataformas contam com duas escadas rolantes, uma para subir e outra para descer, o elevador e uma escada fixa, que tem uma separação com grades para permitir o uso nas duas direções.

A iluminação é outro problema, com alguns locais mais escuros, podendo prejudicar quem tem dificuldade de visão ou uma locomoção dependendo da individualidade de cada passageiro.

Quadro de funcionários

Nos primeiros dias havia a presença de muitos funcionários, especialmente da concessionária TIC Trens, e esse número de colaboradores é menor um mês após a mudança – levando em conta também pessoal da CPTM.

Sem incluir maquinistas das duas empresas, na área de plataforma foram notados oito agentes da TIC Trens na plataforma, sendo dois deles com o uso de megafone para orientar os passageiros.

Desde 28 de agosto de 2025, o Serviço 710 terminou e os passageiros precisam trocar de trem na estação Palmieras-Barra Funda.
Funcionário da TIC Trens com megafone busca orientar os passageiros.

Da CPTM havia seis seguranças terceirizados e e dois da estatal, número, portanto, equivalente de colaboradores.

Já no mezanino havia mais uma dupla de agentes da TIC e um funcionário da CPTM orientando o fluxo de pessoas na escada fixa, na extremidade oeste da plataforma.

No piso superior, inclusive, o fluxo de pessoas se divide, embora a maioria busque as linhas 7 e 10, uma parte que vem da linha de catracas ou do Metrô (Linha 3-Vermelha), vai em direção a Linha 11-Coral, opção para quem antes acessava este serviço apenas na Luz.

Sinais de melhora no futuro?

Difícil afirmar se esse quadro irá mudar, ao menos a curto prazo aparentemente não, mas obras de melhorias na acessibilidade para novas escadas e ampliação de espaços estão previstas, porém os passageiros devem notar melhorias nesta questão somente em alguns meses.

Quanto ao Serviço 710, embora tenha sido encerrado com a concessão da linha 7, o governo não descarta o seu retorno no futuro, porém daqui a alguns anos.