Concessão da SuperVia é prorrogada ao menos até novembro
Estado do Rio de Janeiro negocia extensão temporária do serviço ferroviário enquanto discute nova licitação
O serviço ferroviário operado pela SuperVia no Rio de Janeiro foi prorrogado até pelo menos novembro, segundo a imprensa local.
A extensão do contrato, que originalmente terminaria em setembro, ainda está em fase de negociação entre as partes e não foi oficialmente assinada.
O deputado Luiz Paulo confirmou a informação sobre a prorrogação ao jornal Extra e que visa garantir a continuidade do transporte até a definição de um novo operador.
A concessão da SuperVia teve início em novembro de 1998, totalizando 27 anos de operação. O governo estadual destinará cerca de R$ 140 milhões para custear a extensão temporária do serviço. Desde a assinatura do acordo, o estado já investiu R$ 160 milhões em melhorias, de um total anunciado de R$ 300 milhões para o transporte ferroviário.
A SuperVia devolverá toda a infraestrutura ao Poder Público no próximo mês, após o fim do contrato. Uma audiência pública está marcada para 3 de outubro de 2023, com o objetivo de debater o futuro da operação dos trens urbanos.
As autoridades estaduais trabalham na elaboração de um novo processo licitatório, mas a seleção de uma nova concessionária ainda não foi concluída.
A expectativa do governo é melhorar a qualidade do serviço ferroviário através de uma nova concessão. O fim da atuação da SuperVia marcará o encerramento de uma das concessões mais longas do setor no Rio de Janeiro.
O novo processo licitatório deverá buscar operadores capazes de investir em infraestrutura e aprimorar o atendimento aos passageiros.

Para os estadistas concurseiros sindilovers que estavam esperando uma reestatização das ferrovias, deve ser um baita banho de agua fria saber que a linha vai passar por uma nova concessão
Poderiam conceder ramais em separado, como fizeram em SP. Conceder toda essa malha extensa que passa por trechos extremamente caóticos a apenas um operador é repetir o mesmo erro de 27 anos atrás. A falta de integração tarifária com o metrô também é outro erro.
A CPTM está aí dando sopa… A empresa poderia assumir a operação enquanto não se resolve essa questão da nova licitação.
CPTM nem pode assumir essa operação por ser uma empresa estatal de São Paulo, se isso acontecesse seria uma afronta ao governo estadual do Rio de Janeiro.
entendo que, na verdade, a cptm ate poderia fazer isso, mas isso dependeria completamente de um acordo entre os dois estados, ou se a cptm entrasse na licitação pelo trem do RJ, o que é um pouco improvavel.
Mas se ambos os estados fizessem uma parceria para prestação do serviço, a cptm poderia assumir sim.
O Estado tem que aproveitar e e converter os ramais de trem em metrô total no ramal Santa Cruz e Belford Roxo e parcial o de Japeri e o de Saracuruna sendo da Central até Comendador Soares ou Austin e da Central a Saracuruna respectivamente. A conversão viria com trechos subterrâneos nos perímetros de bairros importantes da capital como Méier, Madureira, Marechal Hermes, Bonsucesso, Penha, Pavuna, Bangu, Campo Grande, Inhoaíba e Paciência, e centros municpais e bairros distritos da Baixada como Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçú, São João de Meriti, Coelho da Rocha e Duque de Caxias, além de trechos elevados para novas passagens viárias em Piedade e Anchieta e trechos tbm subterrâneos em áreas sensíveis de confronto armado como Jacarezinho, Manguinhos e Costa Barros.
Esses ramais deveriam ser concedidos a operadores de metrô que fariam a conversão como pagamento da outorga e o Estado e Governo Federal entrariam com partes de recursos para ajudar nos trechos e estações subterrâneas.
O ramal de Santa Cruz seria dividido em duas linhas de metrô e ampliado nas duas pontas e com dois destinos ficando Itaguaí x Campo Grande e Campo Grande x Feirão das malhas BR 040 via Duque de Caxias e Vila São Luís. A ampliação leste seria a partir de Deodoro cruzando e conectando transversalmente todos ramais atuais e o metrô linha 2 além do BRT Transbrasil..
Já o serviço de trens seria ampliado ainda chegando no Centro de Nova Iguaçu, mas com uma nova estação final ao lado da Rodoviária no ramal Japeri que passaria a chegar até Barra do Piraí, com linha direta até Paracambi e nova conexão com Saracuruna em paralelo com o Arco Metropolitano podendo chegar até Itaboraí.
No Ramal Saracuruna teria o serviço até Guapimirim, Piabetá e o mesmo até Itaboraí.
E na Costa Verde uma linha Mangaratiba x Miguel Pereira via Itaguaí, Seropédica e Japeri poderia ser reativada no trecho costeiro e criada no restante.