CPTM celebra acordo para compartilhamento de imagens com o Programa Muralha Paulista

Dados serão utilizados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, na identificação de suspeitos e auxiliar na atuação da polícia

Estação Brás
Estação Brás (CPTM)

Nesta terça-feira, 27, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) celebrou um convênio com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, para uso das suas imagens no Programa Muralha Paulista.

Segundo o documento, a finalidade é promover maior probabilidade de prisão de criminosos, por meio da gestão compartilhada, operacionalização e troca de informações com o uso do sistema de monitoramento da estatal ferroviária, que recebe milhões de pessoas todos os dias.

Na prática, isto significa que um suspeito ou procurado da Justiça, por exemplo, ao ser identificado pelo sistema em uma estação ou trem, será rastreado e encontrado pela Polícia Militar, Civil ou outra força de segurança alertada.

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O convênio não tem geração de custos para as partes envolvidas, mas sim o compartilhamento dos dados, e possui duração de cinco anos.

Método deste sistema já é praticado na estação Palmeiras-Barra Funda, onde já houve a captura de pessoas pelo programa. Quando há a leitura facial e o cruzamento de dados com o sistema prisional ou criminal, policiais próximos recebem um aviso para ir ao ponto da gravação e buscar capturar o suspeito.

Segundo dados da SSP, no ano de 2025, 82 mil pessoas foram presas em todo o estado de São Paulo, com o avanço do uso desta tecnologia.

Já no sistema sobre trilhos onde a CPTM atua, estão estações como Palmeiras-Barra Funda, Luz e Brás, juntas, as mais movimentadas do transporte metroferroviário da capital.