CPTM comprará veiculo inédito para a manutenção das vias

A composição para carregamento de trilhos longos permitirá maior agilidade e segurança nos procedimentos de manutenção da via férrea. O equipamento poderá transportar trilhos soldados com até 240 metros de comprimento
Veiculo de manutenção da CPTM (Jean Carlos)

Em busca da renovação do parque de equipamentos dedicados para a manutenção, a CPTM irá adquirir um novo veículo para auxiliar nas atuações na via permanente. A nova composição deverá ser responsável por realizar a movimentação de trilhos longos entre os locais de armazenagem e as linhas da companhia onde serão instalados.

O novo equipamento é denominado como CDTLS, sigla para “composição mecanizada de descarregamento, carregamento e transporte de trilhos longos soldados”. Esta composição será formada basicamente por duas partes, sendo o UMT (Unidade Manipuladora de Trilhos) e o UTG (Unidade de Transporte e Guia de Trilhos).

O CDTLS é uma composição mecanizada que deverá realizar a manipulação e alocação de grandes seções de trilhos das vias para a unidade de transporte e vice-versa. A composição deverá prever a possibilidade de carregar e descarregar as grandes barras de trilhos por suas extremidades, facilitando os processos através da diminuição do tempo de atuação das equipes de manutenção.

Vagões utilizados para o transporte de trilhos (Jean Carlos)

A Unidade Manipuladora de Trilhos é parte do CDTLS. Trata-se de um trole motorizado que tem como principal função o içamento e a manipulação dos trilhos. Sua operação deverá ocorrer de forma bidirecional, ou seja, nos dois sentidos. A UMT deverá possuir uma espécie de guindaste móvel que se movimenta por toda a área do UTG , auxiliando no carregamento e descarregamento dos trilhos.

A UMT ainda deverá possuir uma cabine de comando onde será realizada toda a operação de deslocamento dos trilhos dentro da composição. A cabine deverá possuir a capacidade para pelo menos um operador realizar as manobras com o equipamento.

A Unidade de Transporte e Guia de Trilhos é a segunda parte com composição sendo composta por vagões do tipo PES/PNS (plataforma de piso metalico) e vagões de dois rodeiros, que deverão servir como guias para a alocação dos trilhos, além de exercerem outras funcionalidades que permitirão maior segurança durante a operação.

O UTG deverá possuir dispositivos que sejam compatíveis com o carregamento de diversos tipos de trilhos utilizados na CPTM, sendo os principais tipos os trilhos TR-50, TR-57, TR-68 e UIC-60. Os vagões deverão comportar trilhos de até 240 metros de comprimento e contará com aparatos especiais para o posicionamento dos mesmos como roletes, guias e rampas articuladas, garantido o transporte seguro até o local de instalação.

Em uma publicação da página Ferrovias & Trens é possível observar com mais detalhes um modelo de CDTLS. O equipamento abaixo é utilizado pela manutenção de via permanente da Rumo Logística.

O CDTLS deverá possuir a capacidade de desengate pela metade, de forma que também seja possível trabalhar com uma formação reduzida com capacidade para armazenar barras de até 120 metros de comprimento. Nesta situação uma das partes é enviada para a manutenção das vias, enquanto a outra é abastecida com novos trilhos.

A composição deverá trabalhar em qualquer tipo de situação imposta pelas vias da CPTM seja em rampas (máximo de 4%) e em curvas com superelevação de até 200mm. A captação e deposição dos trilhos na via deverá ser feita por ambos os lados. A capacidade mínima exigida para a composição é de 391 toneladas, o que representa aproximadamente 5700 metros de trilhos.

O CDTLS deverá realizar o carregamento dos trilhos longos soldados de 240 m em até 8 minutos, e o descarregamento em até 4 minutos. A velocidade mínima de traslado será de 50km/h (rebocado), enquanto a velocidade em serviço será de aproximadamente 10km/h.

Trilhos que são utilizados na manutenção das vias da CPTM (Jean Carlos)

O equipamento, que é inédito na CPTM, poderá sofrer adaptações e modificações no projeto proposto pela companhia. Todas as melhorias e mudanças deverão passar por análise do corpo técnico da empresa que deverá aprovar ou não a realização das alterações.

O prazo para a fabricação do equipamento é de 18 meses a partir da emissão da ordem de serviço, que pode ocorrer em até 30 dias da assinatura do contrato. A sessão pública para o processamento da licitação deverá ocorrer no dia 15 de dezembro.

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