CPTM projeta operação das linhas 24-Quartzo e 25-Topázio até 2040
Novos ramais estão na fase do desenvolvimento do projeto, com definição de trajeto e estações, afirmou a companhia
Em menos de 15 anos, a Região Metropolitana de São Paulo pode ganhar mais duas linhas de trens, com capacidade de, juntas, transportarem mais de 1,6 milhão de pessoas todos os dias. Tratam-se das linhas 24-Quartzo e 25-Topázio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A estatal ferroviária atualizou o status atual destes projetos para o MetrôCPTM, embora ainda com dados preliminares/iniciais dos seus trajetos.
Segundo ela, ambas as linhas encontram-se perto de iniciar a fase de projeto funcional. No caso da Linha 24, o estudo deve começar em 2027, por meio de um estudo mercadológico, aquele que consulta possíveis players e empresas para atuar em conjunto com o desenvolvimento do ramal de trilhos.
Foto: Divulgação BNDES
Já da Linha 25, esse mesmo processo está em curso, com novidades previstas para os próximos meses, como a definição do seu trajeto e estações.
Mapa da Linha 21-Vinho, mostrando integração com a Linha 25-Topázio em Diadema (Divulgação Metrô de São Paulo)
Preliminarmente, a Linha 24-Quartzo deve contar com 34 quilômetros de extensão e 21 estações, para atender diariamente 840 mil passageiros, ligando a cidade de Santana de Parnaíba ao Campo Limpo, integrando-se com seis linhas da rede metroferroviária e o Trem Intercidades para Sorocaba.
No caso da Linha 25-Topázio, deve ser um ramal entre Embu das Artes a Santo André, uma espécie de trecho sul do anel ferroviário, com 25 estações, mais de 40 quilômetros de extensão e atendendo 855 mil pessoas.
Para tirar do papel as duas linhas, a CPTM vê um grande desafio, uma vez que os trajetos passarão por áreas densamente povoadas e necessitam de uma avaliação mais criteriosa para o menor impacto do entorno, mas que ao mesmo tempo, permita o avanço da construção.
O prazo de funcionamento é alinhado com o preconizado no PITU, Plano Integrado de Transportes Urbanos, 2040, mas pode superar este ano, caso haja impeditivos ou dificuldades de engenharia, social, inserção urbana e entre outras.
